Linguagem Brasil e da religião

Religião e linguagem literária: contribuições da literatura para a interpretação de textos religiosos O presente artigo se constrói a partir da relação entre literatura e religião, de modo mais específico investigando a relação entre textos literários ficcionais e textos do cânon bíblico. Religião, Linguagem, Cultura e Sociedade Para este grupo, criado na Universidade Metodista de São Paulo em 2013, o líder trouxe uma experiência de mais de trinta anos de pesquisa na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e a interação com seu atual grupo de pesquisas na Feusp. • Sociologia da religião e mudança social, BeatrizMunizde Souzae LuísMauroSá Martino(org.) • Trânsitos religiosos, cultura e mídia – A expansão neopentecostal, Adilson José Francisco • Religião e linguagem – Abordagens teóricas interdisciplinares, Paulo Augusto de Souza Nogueira (org.) Assim, a abordagem acadêmica, busca contribuir para a Geografia, em especial, nos estudos voltados à Geografia da Religião. E através, do ponto filosófico norteador de Ernst Cassirer (1874-1945) e suas formas simbólicas: a da linguagem e a do pensamento mítico, o ensaio tem por objetivo apresentar um estudo entre a forma do campo ... Compre online Crítica e profecia: A filosofia da religião em Dostoievski, de Pondé, Luiz Felipe na Amazon. Frete GRÁTIS em milhares de produtos com o Amazon Prime. Encontre diversos livros de Religião e Espiritualidade com ótimos preços. Ao se aliar com a linguística, com os estudos literários e discursivos, as ciências da religião também pretendem se inserir na reflexão que marca as ciências humanas desde o século passado, de que a linguagem é fundada num signo fraturado, cuja contiguidade com o que ele significa é questionada. A religião, se configurando como um sistema de linguagem na cultura, é também ... A nacionalização (ou des-regionalização) do candomblé a partir da década de 1960 dependeu fortemente de dois fatores: da produção de uma arte que valorizava elementos extraídos dos ritos e mitos cultivados nos terreiros e que serviu para divulgar e legitimar socialmente uma religião que sobrevivera sitiada pelo preconceito racial e (2 ... 'Dentro da linguagem Secundária segundo Yuri Lotman, a arte, o mito e a religião estão no grupo. Em sua essência, não constituem simples reproduções de modelos, mas uma estrutura para analise e possibilidade de novos arranjos' Linguagem do Mito Muitos estudiosos da linguagem afirmam que os mitos apresentam importantes lições para a vida real, apesar… Questão 2/5 - Linguagem e Fenômeno Religioso Leia a passagem de texto: \u201cA religião supõe que a ordem humana é projetada na totalidade do ser. Ou por outra, a religião é a ousada tentativa de conceber o universo inteiro como humanamente significativo.\u201d Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está ... Esta obra articula suas abordagens de investigação em torno das Linguagens da Religião. Está organizada da seguinte forma: dois capítulos iniciais partem, o primeiro, da semiótica da cultura e o segundo da hermenêutico-fenomenológica, para discutirem o poder da religião de gerar/renovar sentidos.

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2019.03.17 01:49 venke970010 Texto indispensável que tá rolando no Facebook sobre a Bettina e Empiricus

Os grandes lucros são feitos de gente deslumbrada.
A polêmica da semana nas Redes Sociais é o vídeo da Bettina feito pela Empiricus. Entenda porquê a Empiricus faz o que faz e como ganha dinheiro. O texto é longo e não é para os fracos.
A Empiricus ficou conhecida quando lançou em 2015 a campanha “O Fim do Brasil” e desde então vem fazendo lucros vendendo promessas de resultados mirabolantes na Bolsa de Valores.
A CVM já suspendeu analistas da Empiricus, os melhores analistas inclusive já deixaram a empresa, o mercado já reclamou da postura dela, mas nada parece parar a máquina de venda de PDF’s de investimentos.
A razão é simples e imutável: a fé de quem deseja ser enganado é inabalável.
Existem três forças motivadoras que são incontestáveis no comportamento humano: a fé, a culpa e o medo. Toda vez que uma delas é acionada, o efeito sobre o comportamento é praticamente incontrolável. Quem domina estes artifícios psicológicos é capaz de moldar comportamentos e mover as massas. Na maioria das vezes, isso também envolve ganhar muito dinheiro. É assim com a cultura, com a política, com a religião, com as relações interpessoais e também com o desejo de enriquecer.
O mapa destes comportamentos foi desenhado há décadas pelo psicólogo comportamental Abraham Maslow: a Pirâmide de Necessidades Humanas de Maslow. O que mudou de lá para cá é que a hierarquia já não é mais linear, mas as necessidades são as mesmas desde antes da linguagem sequer existir. Fazem parte da estrutura psíquica humana.
O mercado do atalho é secular e sempre se baseou em promessas mirabolantes. Sempre foi assim e não vai mudar.
Estes mercados se caracterizam por soluções empacotadas para problemas ligados aos três degraus superiores da Pirâmide de Maslow: relacionamentos, autoestima e autorrealização. São necessidades de cunho social que tiveram um crescimento exponencial com a internet e principalmente com as Redes Sociais: ao ver outros exibindo seus feitos e conquistas, as pessoas desejam obter o mesmo para si e se tornam presas fáceis para os inescrupulosos.
São exemplos: soluções para emagrecer, para ganhar massa muscular, para encontrar um parceiro de relacionamento ou um parceiro sexual, para ser mais inteligente, para ler mais rápido, para passar no vestibular, para ter sucesso, para ganhar dinheiro e por aí vai.
Acredita quem quer, promete qualquer um que acha que pode.
A Empiricus se utiliza da força motivadora da fé: a crença de que existem segredos ocultos para ganhar muito dinheiro em um prazo curto e que eles serão revelados pelos relatórios da empresa. Trocando em miúdos: a vontade do ser humano de ganhar dinheiro rápido e sem esforço.
Eu uso um nome para descrever as pessoas de fé inabalável: deslumbradas. É gente que acredita em promessas mirabolantes, em segredos ocultos, em macetes e atalhos para chegar a resultados que sabidamente exigem esforço.
Desde 2013, quando o mercado de produtos digitais explodiu no Brasil, uma enxurrada de produtos com promessas mirabolantes invade o mercado todos os meses.
Há legiões de pessoas sendo treinadas para vender soluções baseadas em promessas mirabolantes, desde os que seguem a Fórmula de Lançamento e criam cursos com as mais variadas promessas de realizações até os milhares de Coaches do IBC que nunca tiveram um único cliente pagante na vida, mas acreditaram na promessa de que poderiam ganhar o mesmo salário que um médico fazendo um curso de 8 dias que custa R$ 8.000.
O modelo de negócio da Empiricus não é ser uma empresa de investimentos. Eles são uma empresa de marketing, do pior marketing que existe: são especialistas em criar as maiores e mais criativas promessas, mas ninguém nunca viu alguém efetivamente ganhar dinheiro na bolsa com seus famigerados relatórios.
Mas agora tem a Bettina, que ganhou um milhão aos 22 anos investindo R$ 1.500.
É absolutamente implausível. Alguns especialistas em investimentos inclusive já prometeram doar R$ 20.000 caso Bettina e a Empiricus mostrem as notas de corretagem provando os feitos da moça. Para qualquer pessoa dotada de bom senso é evidente que os métodos são questionáveis, quando não desonestos intelectualmente.
Tem gente que acredita em enriquecimento fácil, tem gente que acredita em homeopatia e até que a terra é plana.
Enquanto houver gente com mais dinheiro do que senso crítico, os mercados do atalho serão lucrativos. Quando vejo alguns amigos enaltecendo a empresa e suas técnicas de vendas, percebo que eles possuem o mesmo caráter dos fundadores da empresa: vale qualquer coisa para ganhar dinheiro.
Reclamar da Bettina não muda o comportamento das pessoas. A força da fé é justamente esta: as pessoas anseiam acreditar.
A fé é inabalável em quem deseja acreditar.
“Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.” — Carl Sagan
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2019.03.16 19:23 CabocloSeteFlechas Betina e Empiricus

Os grandes lucros são feitos de gente deslumbrada.
A polêmica da semana nas Redes Sociais é o vídeo da Bettina feito pela Empiricus. Entenda porquê a Empiricus faz o que faz e como ganha dinheiro. O texto é longo e não é para os fracos.
A Empiricus ficou conhecida quando lançou em 2015 a campanha “O Fim do Brasil” e desde então vem fazendo lucros vendendo promessas de resultados mirabolantes na Bolsa de Valores.
A CVM já suspendeu analistas da Empiricus, os melhores analistas inclusive já deixaram a empresa, o mercado já reclamou da postura dela, mas nada parece parar a máquina de venda de PDF’s de investimentos.
A razão é simples e imutável: a fé de quem deseja ser enganado é inabalável.
Existem três forças motivadoras que são incontestáveis no comportamento humano: a fé, a culpa e o medo. Toda vez que uma delas é acionada, o efeito sobre o comportamento é praticamente incontrolável. Quem domina estes artifícios psicológicos é capaz de moldar comportamentos e mover as massas. Na maioria das vezes, isso também envolve ganhar muito dinheiro. É assim com a cultura, com a política, com a religião, com as relações interpessoais e também com o desejo de enriquecer.
O mapa destes comportamentos foi desenhado há décadas pelo psicólogo comportamental Abraham Maslow: a Pirâmide de Necessidades Humanas de Maslow. O que mudou de lá para cá é que a hierarquia já não é mais linear, mas as necessidades são as mesmas desde antes da linguagem sequer existir. Fazem parte da estrutura psíquica humana.
O mercado do atalho é secular e sempre se baseou em promessas mirabolantes. Sempre foi assim e não vai mudar.
Estes mercados se caracterizam por soluções empacotadas para problemas ligados aos três degraus superiores da Pirâmide de Maslow: relacionamentos, autoestima e autorrealização. São necessidades de cunho social que tiveram um crescimento exponencial com a internet e principalmente com as Redes Sociais: ao ver outros exibindo seus feitos e conquistas, as pessoas desejam obter o mesmo para si e se tornam presas fáceis para os inescrupulosos.
São exemplos: soluções para emagrecer, para ganhar massa muscular, para encontrar um parceiro de relacionamento ou um parceiro sexual, para ser mais inteligente, para ler mais rápido, para passar no vestibular, para ter sucesso, para ganhar dinheiro e por aí vai.
Acredita quem quer, promete qualquer um que acha que pode.
A Empiricus se utiliza da força motivadora da fé: a crença de que existem segredos ocultos para ganhar muito dinheiro em um prazo curto e que eles serão revelados pelos relatórios da empresa. Trocando em miúdos: a vontade do ser humano de ganhar dinheiro rápido e sem esforço.
Eu uso um nome para descrever as pessoas de fé inabalável: deslumbradas. É gente que acredita em promessas mirabolantes, em segredos ocultos, em macetes e atalhos para chegar a resultados que sabidamente exigem esforço.
Desde 2013, quando o mercado de produtos digitais explodiu no Brasil, uma enxurrada de produtos com promessas mirabolantes invade o mercado todos os meses.
Há legiões de pessoas sendo treinadas para vender soluções baseadas em promessas mirabolantes, desde os que seguem a Fórmula de Lançamento e criam cursos com as mais variadas promessas de realizações até os milhares de Coaches do IBC que nunca tiveram um único cliente pagante na vida, mas acreditaram na promessa de que poderiam ganhar o mesmo salário que um médico fazendo um curso de 8 dias que custa R$ 8.000.
O modelo de negócio da Empiricus não é ser uma empresa de investimentos. Eles são uma empresa de marketing, do pior marketing que existe: são especialistas em criar as maiores e mais criativas promessas, mas ninguém nunca viu alguém efetivamente ganhar dinheiro na bolsa com seus famigerados relatórios.
Mas agora tem a Bettina, que ganhou um milhão aos 22 anos investindo R$ 1.500.
É absolutamente implausível. Alguns especialistas em investimentos inclusive já prometeram doar R$ 20.000 caso Bettina e a Empiricus mostrem as notas de corretagem provando os feitos da moça. Para qualquer pessoas dotada de bom senso é evidente que os métodos são questionáveis, quando não desonestos intelectualmente.
Tem gente que acredita em enriquecimento fácil, tem gente que acredita em homeopatia e até que a terra é plana. Enquanto houver gente com mais dinheiro do que senso crítico, os mercados do atalho serão lucrativos. Quando vejo alguns amigos enaltecendo a empresa e suas técnicas de vendas, percebo que eles possuem o mesmo caráter dos fundadores da empresa: vale qualquer coisa para ganhar dinheiro.
Reclamar da Bettina não muda o comportamento das pessoas. A força da fé é justamente esta: as pessoas anseiam acreditar.
A fé é inabalável em quem deseja acreditar.
“Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.” — Carl Sagan
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2017.10.24 08:50 hwqqlll A liberdade e o patrimônio da Reforma Protestante: um novo caminho para os evangélicos na vida pública

Olá /brasil!
Eu gostaria de continuar o dialogo com Taurusan e wltndd e seus textos sobre a teocracia evangélica e a teologia de domínio. Eu sou evangélico dos Estados Unidos e sou formado em história; já estudei a Reforma Protestante e a história de polêmicas teológicas em igrejas americanas durante o século XX. Eu também morei por dois anos no Brasil, onde estudei num seminário presbiteriano e trabalhei com igrejas na periferia de Recife; então eu tenho um pouco de conhecimento da situação da igreja evangélica no Brasil. Eu agradeço Taurusan e wltndd por suas abordagens claras e corretas, porque a maioria das análises do evangelicalismo que eu vejo não examinam bem as divisões dentro do evangelicalismo ou as raízes históricas das disputas que nós temos. É impossível entender uma religião usando apenas princípios gerais (por exemplo, “a fé causa violência porque ela toma o lugar do raciocínio”); temos que entender as crenças, práticas, e histórias específicas de cada religião. Desculpe se tiver algum erro de português. Também vou ter alguns links em inglês e espanhol porque não consegui achar traduções dos documentos, mas parece que a maioria de vocês no /brasil conseguem ler minha língua.
Minha intenção não é refutar o que eles disseram, mas completar o retrato que eles começaram. Acredito que a fé evangélica pode ser e tem sido uma força pela bem da sociedade. Além disso, a Reforma tem moldado o pensamento de todas as pessoas que hoje vivem numa sociedade maioritariamente cristã (como o Brasil ou os EUA).

As novas ideias da Reforma

Na Europa por volta do ano 1500, tinha um enlace quase total entre a Igreja Católica e o poder político. Quando a Espanha colonizou o mundo novo, o “requerimento” de conversão que eles apresentavam pros índios basicamente definiu a fé cristã como aceitação da soberania do rei da Espanha e do Papa. De certa maneira, Martinho Lutero introduziu a diversidade religiosa à Europa. Claro, já teve pessoas que seguiam religiões pagãs antes, mas Lutero foi o primeiro que desafiou a Igreja Católica com sucesso depois de que a Igreja consolidou seu poder. Por isso, ele teve que desenvolver uma teologia política distinta da teocracia católica medieval. Quando os protestantes enfrentaram essa nova realidade de diversidade religiosa, eles procuraram possíveis respostas na sua própria tradição teológica.
No início da Reforma, com as 95 Teses, Lutero não quis formar uma nova igreja; porém, ele introduziu algumas ideias que não eram compatíveis com a hegemonia política da Igreja Católica. Quando denunciou a prática de vender indulgências, ele também negou que o papa era capaz de oferecer remissão de pecados. Em outras palavras, as ações da igreja não mudavam realidades espirituais. Essa percepção teve grandes implicações. Se as realidades espirituais (i.e. a salvação da alma) estavam sob a jurisdição de Deus e não a da igreja, então a igreja não precisava ter controle político para efetuar a salvação das pessoas.
Logo depois, quando pregou durante a Quaresma de 1522, Lutero repudiou os reformadores que tinham incitado tumultos violentos na cidade de Wittenberg enquanto ele estava ausente. Eles tinham destruído imagens nas igrejas católicas e atacado padres enquanto celebravam as missas. Entre outras coisas, Lutero disse que a compulsão era antitética ao amor que devia caracterizar a proclamação do evangelho. Sobre as imagens, o monacato, e outras características da vida católica, Lutero falou que as pessoas tinham a liberdade de fazer ou não fazer o que não era essencial para a salvação. Isso foi uma posição bem radical, pois nem a teologia católica medieval nem a teologia dos outros reformadores previa a convivência entre pessoas com crenças diferentes sobre esses assuntos. Para Lutero, em certas ocasiões, a preferência individual tinha preferência sobre as regras da igreja.

O evangelicalismo, a sociedade, e as Escrituras

David Bebbington defina o evangelicalismo com quatro características: o biblicismo (crença na autoridade da Bíblia), o crucicentrismo (ênfase na crucificação, obra expiatória e ressurreição de Cristo), o conversionismo (ênfase na experiência da conversão), e o ativismo (a crença que o cristão deve ter uma fé ativa, visível em evangelismo, assistência social, etc.). A grande diferença entre o evangelicalismo e o protestantismo anterior é o conversionismo. Muitos historiadores dizem que o evangelicalismo (como algo distinto do protestantismo em geral) começou como o Primeiro Grande Despertamento nos anos 1730-40. De certa maneira, os primeiros evangélicos chegaram às conclusões inerentes na teologia dos Reformadores. Se a salvação é pela fé, então você não é salvo porque seus pais são cristãos e você foi batizado durante a infância. O teólogo americano Jonathan Edwards enfrentou essa questão quando ministrava durante essa época, respondendo aos abusos daqueles que acharam que sua salvação era garantida e ignoraram as exigências da fé cristã. Para Edwards e outros, a conversão era essencial porque a dependência na religiosidade da comunidade à exclusão da piedade pessoal era uma distorção da fé. Mas se a sociedade não podia garantir a religiosidade dos seus membros e às vezes impedia a fé verdadeira, qual era o propósito de ter uma sociedade cristã?
Quando a Constituição dos EUA foi escrita 50 anos depois, ela garantiu a liberdade religiosa e proibiu o estabelecimento de uma religião estadual. Essa garantia foi apoiada não somente pelos deístas mas também pelos cristãos do país, que acreditavam que o poder político não era necessário para a prática da religião e sim era capaz de distorcer e prejudicar a fé verdadeira. Várias denominações protestantes (especialmente batistas, presbiterianos, e metodistas) se opuseram ao estabelecimento do anglicanismo como religião estadual na Inglaterra e algumas colônias. É importante notar a diferença entre as concepções da liberdade religiosa entre países católicos e protestantes. Na França e outros países católicos, onde a Igreja Católica tinha poder político, o conceito do estado laico visou separar a igreja do estado. Nos EUA e outros países protestantes, já tinha uma visão de como viver a vida cristã sem ter poder político. Por isso, a concepção de liberdade religiosa nos EUA é que as pessoas são livres pra praticar sua religião e influenciar outros, porque para os protestantes, a influência cultural e controle político não são sinônimos.
Os primeiros protestantes e evangélicos desenvolveram essas ideias porque as viram nas Escrituras. Lutero apelou às epístolas paulinas e o livro de Atos para comprovar seus argumentos contra a compulsão religiosa. No Novo Testamento, a igreja é uma instituição transnacional que abrange todos os grupos étnicos e por isso não tem que se preocupar com a lei civil. Mais fundamentalmente, a história de Jesus é a história de uma pessoa que não tomou poder político. Ele até rejeitou a oferta do diabo de domínio sobre a terra. A única coroa que ele usou era uma coroa de espinhos. Embora fosse Deus, ele se esvaziou a si mesmo e tomou a forma de um homem (Filipenses 2:6-8). Não estou tentando tornar o /brasil em um ponto de pregação, mas estou tentando comunicar o jeito que a gente pensa sobre esses assuntos à luz do evangelho. Para mim, fica bem claro que a gente deve interpretar as frequentes referências bíblicas ao “Reino de Deus” como algo diferente de reinos convencionais. A história de Jesus e os primeiros 300 anos da igreja mostra que é pelo menos possível (e provavelmente recomendável) ser fiel a Jesus sem exercer poder político. Não se pode dizer isso sobre todas as religiões e ideologias políticas.

O que significa isso para o Brasil de hoje?

Não tenho muita confiança que a igreja evangélica brasileira tem aprendido as lições dessa história. Nos Estados Unidos, os evangélicos já experimentaram o poder político e foram decepcionados. Os evangélicos do Brasil ainda não tiveram essa experiência e vão ter que sentir as más consequências para aprender. Tem alguns que sinceramente amam a Jesus e vão se aprofundar no texto bíblico ao enfrentar essas questões. Vão descobrir as mesmas coisas que os reformadores descobriram e vão ver como tudo isso é aplicável à situação política atual. Tem outros que usam o cristianismo como um pretexto para o poder. Acho que alguns pastores e políticos são os herdeiros dos espanhóis que escreverem o “requerimento,” pois os dois vêem a fé cristã meramente como o exercício de poder político. Não vou mexer com a definição sociológica do evangelicalismo, mas de um ponto de visto teológico, essas pessoas são longes do reino de Deus e do evangelho.
Para quem não é cristão, espero que esse texto tenha ajudado você a aprender um pouco sobre nossa religião. Talvez ajude a evitar um “cross scare” – afinal, no contexto das referências bíblicas ao “reino de Deus” e “domínio,” essas palavras não são códigos para o estabelecimento de uma teocracia no Brasil. (Ao mesmo tempo, eu reconheço que existem vários grupos que usam essa linguagem de uma maneira diferente que eu uso.) Também, muitos paradigmas da nossa época moderna são frutos da teologia protestante. Podemos dizer que o agir de Deus não depende do poder das nossas instituições. Podemos abrir e manter um espaço para a consciência e preferência individual. O protestantismo pode ser libertador não somente para os adeptos mas também para a sociedade inteira. Além disso, se entendemos como os evangélicos dos séculos passados enfrentaram os desafios da diversidade religiosa, podemos aprender novas ideias para enfrentar nossa situação. Eu acho esses recursos teológicos essenciais para entender e lidar com essas questões (e por isso sou evangélico).
Se alguém tiver perguntas, pode perguntar. Tem muitas outras coisas que eu gostaria de incluir, mas eu queria manter o texto razoavelmente sucinto. E se alguém tiver perguntas sobre o evangelicalismo em geral ou o ambiente religioso nos Estados Unidos em comparação ao Brasil, vou tentar responder.
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