Doces coisas a fazer para as meninas

19/set/2017 - Explore a pasta 'Coisas para se fazerem' de Maria Do Rosário Louro, seguida por 180 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Bolo de cupcake, Bolo, Melhores cupcakes. 14/dez/2017 - Explore a pasta 'meninas doces' de Maria Graça no Pinterest. Veja mais ideias sobre Crianças lindas, Fotos de crianças, Fotografia de crianças. 7 coisas para fazer com sua melhor amiga. ... Testar pratos diferentes, doces, salgados é muito mais legal quando se tem uma companhia, seja para ajudar ou rir de si mesmas caso saia tudo errado ... Dá para variar mais com coisas simples e até mais saudáveis e deixar a festa muito mais linda! No aniversário de 1 ano da Clara, fiz uma festa mista: teve comidinhas e docinhos tradicionais, fiz eu mesma o brigadeiro gourmet, o bicho de pé com morangos de verdade, cupcakes e outras coisinhas da decoração e lembrancinhas, mas preparei uma ... Como Fazer Dinheiro (para Adolescentes). O mercado de trabalho pode ser um lugar difícil para adolescentes, mas, com criatividade e resiliência, você pode encontrar várias formas de fazer dinheiro. Além de considerar trabalhar para seu... Já vocês podem fazer muitas coisas legais como colocar essa pessoa no colo e fazer um carinho bem gostoso nela, ensinar uma receita que aprenderam na escola, convidar para o jogo das 5 Marias ... Para criar meninas independentes e seguras, estes têm que ser valores estimados na família, principalmente entre as mulheres, já que elas são um exemplo para as pequenas. Além disso, há que se romper com muitos estereótipos que reproduzimos na sociedade , como padrão de beleza ou a divisão das tarefas domésticas, por exemplo, e seguir ... Tens que cozinhar e decorar bolos de aniversários para todas tuas amigas neste jogo online no que terás que demonstrar que és uma boa cozinheira. As Cozinheiras Jogo de cozinhar no que tens que ajudar às Hey Girls a fazer os bolos mais deliciosos e que poderás enfeitar a teu gosto. 20/jul/2020 - Explore a pasta 'coisas para fazer' de Vviane Lopes Lanza, seguida por 868 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Coisas para fazer, Interior de design, Sala de design. As meninas sempre gostam de coisas fofas e legais. Mesmo quando se trata de jogar alguns jogos no smartphone, a maioria deles joga jogos que são fáceis, bonitos e engraçados. Nesta página, vamos nos concentrar em alguns dos melhores jogos para meninas. Todas as meninas são convidadas a ler a lista abaixo para baixar esses jogos divertidos.

Casos e acasos:Itzy,letters for midzys

2020.08.26 01:31 multi_fandom1995 Casos e acasos:Itzy,letters for midzys

Galera,hj vou fazer uma especie de quadro aqui chamado "casos e acasos",o contexto desse quadro vai ser eu explicando alguns casos do kpop para as pessoas de fora do fandom ou para as pessoas que estão chegando e tbm irei dar minha opinião.Esse é um caso bem importante para o kpop já que agora,estão mostrando o lado humano dos k-idols,o Itzy é um girlgroup de kpop da JYP enterteriment contendo as seguintes integrantes:Yeji,Lia,Ryujin,Chaeryeong(ou Chaery)e Yuna,elas debutaram no dia 18 de fevereiro de 2019 com a musica Dalla Dalla( 달라 달라).Recentemente no seu debut de Not Shy as garotas fizeram uma especie de desabafo(e na verdade é um desabafo)para seus fãs e mostrando suas verdadeiras faces,Eu não vi o vídeo do desabafo(e nem tenho coragem de ver,mas vi em um ig e tenho uma boa ideia do que aconteceu)porém,eu quero dar minha opinião sobre o que cada uma das meninas falou:
Yeji(guardar sentimentos para si):É bem ruim vc guardar sentimentos para vc mesma e receber uma pressão gigantesca já que é a líder,eu até entendo como é isso,vc não querer falar para ninguém o que sente,mas é necessário,guardar para vc mesmo te faz ficar com uma especie de pressão ou um nó na garganta,apenas fale o que sente para alguém próximo de vc ou escreve em um diário(Yeji relatou que a Lia chegou a dar um diário para ela mas mal usou)
Lia(inferioridade):Se sentir inferior não é bom,ver todos no topo e vc embaixo,a mesma relata que ela se sente inferior por causa da dança.Cada um dança do seu jeito,não conseguimos as vezes,estar no mesmo nível que a outra pessoa,aprendemos com o tempo,temos um nível de aprendizagem,não podemos forçar ninguém a ficar no mesmo nível que alguém(isso conta tanto na dança tanto na escola).Lia dança do jeito dela,eu danço do meu jeito,vc dança do seu jeito
Ryujin(corpo perfeito e nisoginia):Ela fala que vivia escutando que precisa ter um corpo perfeito,magro,para poder dançar perfeitamente.Não precisamos seguir um padrão para poder ser perfeitas,precisamos apenas de esforço,trabalhar duro e procurar(se precisar)auxilio.Ela dança muito bem e até fez um passo bem icônico(da era wannabe).Não precisa de um corpo perfeito,apenas de esforço,falando de esforço,ela falou também que toda vez que alguém vai elogiar ela ou o grupo as pessoas sempre falam "nossa nem parece um girl group"e ela esta de saco cheio sobre isso,as meninas misturam os dois níveis das danças de girl group e de boy group:São difíceis e elegantes ao mesmo tempo
Chaeryeong(bodyshame):Como todos nós sabemos,a Chaery sofreu por causa de sua aparência,chamaram ela de muitas coisas até mesmo de autista.Todos se lembram da vez que após o elogio de Lia,nossa cerejinha acabou caindo em lagrimas pelo elogio ser verdadeiro,era tanto hate que a própria mãe da Chaery precisou ir a publico para pedir para pararem de xingar a filha dela.Todo mundo é perfeito de seu jeito seja magro,gordo,branco,negro,ruivo,loiro,castanho,azul,amarelo,E.T etc,não devemos julgar pela sua aparência .O que fizeram com a Chaery é cyberbully e body shame,ela é linda e perfeita do jeitinho dela,ela(assim como as outras)não merecem sofrer isso,espero que a JYP faça algo sobre isso
Yuna(sua verdadeira "eu"):Ela tem medo de mostrar sua verdadeira "eu",ela tem medo das pessoas julgarem essa sua verdadeira "eu".Por ela ser nova,todos pensam que ela é inocente,fofinha e todas aquelas coisas mas gente,ela provavelmente não é daquele jeito,devemos ser nos mesmos,sem medo,sem o julgamento das pessoas.Yuna é uma pessoa que parece que tomou 4.000 redbulls e muitos doces(tipo MUITOS mesmo),ela é tipo quase uma Mabel na vida real,e se brincar gente,ela deve falar sobre coisas que a gente nem chega a pensar,então vamos deixar a nossa maknae ser do jeito dela
Bem é isso,amanhã irei contar sobre outro caso do kpop.Deixe a sua opinião aqui nos comentários,por favor sem comentários de ódio
submitted by multi_fandom1995 to desabafos [link] [comments]


2020.08.24 03:06 zephrot Diário de uma queda

Meu primeiro conto senão me engano, 8 anos atrás, resolvi revisar e mudar ele, masss antes disso quis postar a versão antiga antes da nova surgir, acho que é o certo a se fazer, espero que você ache minimamente interessante. :)

"Você é puro? Livre de pecados? Pronto para estar perto do nosso e único Deus? Se sim, zephyr É seu lugar"

Essa frase foi lançada desde o dia 1 de zephyr, uma bela mentira lançada para encobrir uma cidade podre por dentro, o que supostamente seria um templo no céu se tornou o túmulo de muitos, fora da casa em que me encontro ouço os sons de tiros e gritos, resultados da revolta contra o profeta, o cheiro de sangue invade pela janela, a cada poucos segundos ouço gotas de sangue e gemidos vindo de Arthas, o desgraçado demora pra morrer.
Não que isso seja ruim, demorei 10 anos para encontrar e matar o filho da puta, e ainda não me sinto satisfeito, não depois do que fizeram com minha família.
Dizem que acordar com uma visão do céu e sinal de boa sorte… creio que se isso fosse verdade eu teria sorte por toda minha vida.
Crescer nas nuvens teve suas alegrias, momentos perfeitos naquela cidade utópica criada pelos ideais de um fanático, uma cidade livre de pecadores, livre de raças inferiores, ali nos estávamos perto de Deus e ele perto de nos. Zephyr era seu nome, a joia do céu, a cidade livre de pecados, sua historia de origem? Bom, a real historia eu fui descobrir depois de muito tempo, mas a versão que nos era contada por nossos pais era a seguinte:
"Décadas atrás, quando o mundo estava perdido em guerra, uma criança nasceu em meio ao caos, uma criança que viria a ser nosso profeta, aquele que fundou nossa joia, nossa Zephyr. Sua infância perdida em meio a violência, se fez homem cedo e buscou em Deus refugio, e nosso amado Deus não deixaria tal criança sofrer em vão, a essa mesma criança foram dadas visões, visões na quais se via Zephyr. já como jovem iniciou a busca pela terra prometida ate se dar conta de que ele seria aquele que iria construi-la. E assim ele achou a entidade, o espírito do oeste, aquele que nos mantém no ar"
Se você achou vago, não se assuste, ele fez de tudo para deixar a narrativa aceitável, talvez tenha falhado em deixar convincente porem mesmo assim todos aqueles em Zephyr eram fiéis ao seu profeta... Pelo menos ele assim pensava. A historia não esta totalmente errada, na época como criança eu mesmo acreditava e orava pelo profeta, mas me perdoem, eu era tolo, e como tolo eu errei.
Com amor: Donnie
O cotidiano da minha infância seguia uma rotina bem simples, durante a semana aulas do começo da manha ate o fim da tarde, sábado passeios ocasionais com colegas de classe, aos domingos sempre tínhamos a santa missa, a qual todos os moradores de Zephyr eram obrigados a ir, isso resume minha vida desde os 8 aos 15 anos, mas uma hora ou outra a realidade bate em nossa porta.
Dia 30 de julho sempre foi uma data especial em minha casa já que marcava tanto o casamento de meus pais quanto o aniversario de minha irmã, Angie, ela era a nossa luz de cada dia, não importava o que acontecesse ela sempre sorria, sempre nos alegrava. Meu nome é Donnie, junto com Angie e meus pais Magnus e Cristine nos éramos a família Carter, uma família até que bem respeitada em nossa cidade, meu pai sendo um conhecido arquiteto e minha mãe uma dona de casa muito conhecida por seus doces, éramos em geral uma família feliz que ate esse ponto não tinha sido tocada por aquilo que Zephyr escondia.
Nossa cidade tinha uma ligação com o mundo terrestre graças aos dirigíveis, e logo abaixo de Zephyr havia uma pequena ilha onde ficava um terminal de abastecimento para nossos meios de locomoção além de uma pequena praia onde famílias podiam ir visitar e passar uma tarde agradável na areia ou no mar, contudo esse era o limite que o Profeta nos deu, qualquer contado maior com o povo da superfície podia nos influenciar no caminho do pecado, entretanto não era incomum nossa pequena ilha no meio do mar ser visitada por pessoas de grandes países, que são em sua maioria cheios de cidades, as que mais ouvíamos falar quando crianças eram Nova Iorque, Londres, Paris, e de um pequeno pais chamado Cuba, também não era incomum pessoas de cor aparecem por lá, mas logo eram detidas, pois de acordo com o Profeta, Deus marcou os pecadores com cores e características diferentes das nossas para que assim não nos envolvêssemos com o tipo errado de amizade.
Agora que expliquei o que e como funcionava a ilha, voltemos ao ponto em que parei, naquele dia para comemorar seu aniversario Angie quis descer ate a praia, ela amava a agua, desde pequena não gostava quando nossa mãe a tirava da banheira, ela era uma criança tão pura, fazendo seus 12 anos naquele mesmo dia. Como era seu aniversario meus pais não tinham como dizer não, escolhemos o primeiro dirigível das 9 da manha e descemos ate a praia, um detalhe muito importante era a maneira como minha relação com Angie funcionava, não era a típica relação de irmãos onde sempre há brigas, nos sempre apoiamos um ao outro, não importasse o que fosse, era tudo tão lindo ao lado de minha irmã, nosso percurso no ar levou cerca de 10 minutos, a excitação dela era palpável no momento em que ela viu o mar, meus pais como sempre abraçados e sorrindo ao ver o sorriso em seu rosto, pode parecer que meus pais não me davam bola, mas aquele dia era deles e dela, e eu me contentava por vê-los felizes, isso era mais que suficiente para mim, ao desembarcar no hangar de pouso a primeira coisa em nosso campo de visão foram as lojas da ilhas, um verdadeiro parque de diversão para Angie, só não era o mesmo para o bolso do meu pai.
Nossa primeira parada foi o carrinho de sorvete, uma tradição de nossa família toda vez que íamos ate lá. Angie avistou um vestido florido cheio de cores numa loja próxima, creio que ao ver isso a carteira de meu pai já começou a se preparar, devo mencionar que nos não éramos pobres, mas também não ricos como os Lannis ou os Bariens, mas vivíamos bem só que meu pai era mão de vaca mesmo. Creio que não seja necessária uma descrição detalhada de nosso dia na praia, comemos um belo café da manha, meus pai ficaram na areia abraçados enquanto eu e minha irmã estávamos no mar, pouco depois almoçamos ali mesmo na areia, a única parte realmente relevante dessa tarde foi que o capitão da guarda de Zephyr estava por perto e veio nos cumprimentar, seu nome? Arthas Lannis, um membro de uma das famílias mais ricas de zephyr, aquele filha da puta, pode ter demorado mas ele teve o que mereceu. Quando começou a escurecer meus pais decidiram que já era hora de irmos, e assim pegamos o próximo dirigível de volta para nossa cidade nos céus.
Lembram do amor de minha irmã por rosas? Eu não podia deixar isso passar em branco, assim que chegamos em nossa casa, pedi ao meus pais se poderíamos dar uma volta enquanto eles descansavam (eu sabia que eles queriam um tempo a sós) então foi fácil convencer eles, assim que eles liberaram saímos de casa, queria leva-la aos jardim da ilha do cardeal, esse era o bairro onde os membros do culto do Profeta moravam, então tínhamos que entrar as escondidas, mas valia a pena, eu sabia qual seria a reação dela ao ver o mar de rosas vermelhas daquele jardim, atravessamos a ilha onde nosso bairro se encontrava e fomos pela ilha comercial chamada de Lazaro, caso esteja confuso entender nossa cidade era dividida em ilhas flutuantes interligadas por bondinhos ou pontes, existiam dezenas de ilhas com vários tamanhos e utilidades diferentes, mas a mais imponente de todas era a ilha do Iluminado, chamada assim já que seu único habitante era ninguém mais ninguém menos do que o Profeta, entretanto não era permitido perambular perto daquela ilha, e isso nem mesmo eu ousava desobedecer, ao chegar na ponto que ligava Lazaro com Cardeal, tomamos cuidado para que ninguém nos visse e assim adentramos a ilha, ao passar pelo portao rodeado de madressilvas, logo ali na nossa frente, estava o que prometi a Angie, o mar de rosas mais lindo que jamais fora visto, lhe avisei que podia pegar apenas uma rosa para levar de lembrança, ela escolheu uma linda rosa vermelha bem gorda e sem nenhuma mancha. Ali estava ela, em pleno êxtase de animação ao segurar rosa em suas mãos, contudo, a realidade sempre bate em nossa porta não e mesmo? E foi assim que ela bateu na nossa. Um grito não muito longe de onde estávamos no alertou de que algo estava errado, puxei minha irmã pela manga e fui o mais rápido e silencioso possível em direção, esse foi meu primeiro erro, e paguei caro por ele, sem perceber acabei nos levando em direção do grito, ao chegar na intersecção das ilhas, bem em frente da ponte havias uma figura escura mesmo sendo iluminada por um poste, atrás dele um pouco retorcida havia uma criança chorando baixo, três homens carregando armas surgiram na frente do homem escuro, que mais tarde soube que na verdade ele era um afro descendente, o mais chamativo dos três homens que surgiram ira o conhecido Arthas Lannis.
Arrastei Angie comigo para trás de um banco perto da ponte, pensei que fosse ser possível esperar ali ate o que quer que fosse acontecer ali acabasse, esse foi meu segundo erro, mesmo de não muito perto pude ouvir a conversa entre eles:
– Por favor, minha filha e inocente, deixa-a ir – o tom de suplica em sua voz pegou de surpresa.
– A deixar ir? Ela carrega sua cor, a cor de um pecador, pelo bem de Zephyr não posso permitir esse tipo de gente em nossa cidade – quem falou isso? O capitão Arthas em pessoa, cuja frieza soava cortante.
– Meu Deus, protegei seu servo.. – antes dele prosseguir Arthas o acertou com uma coronhada.
– Quem você pensa que e para pronunciar o nome de Deus em vão? Raça imunda – uma segunda coronhada, dessa vez a menina começou a chorar de verdade. – Vão para o inferno, lugar onde o resto da sua raça te encontrara em breve. Guardas..
– Porque? – tanto eu e os guardas não sabiam em que reparar, na pergunta, ou na pessoa que a fez – Porque fazer isso com eles? Ele só esta protegendo ela – lá estava Angie, segurando sua rosa com ambas as mãos na espera de uma resposta;
Arthas foi quem se recuperou antes e disse:
– Vá para casa pequena, você não tem nada a ver isso – não havia cortesia em sua voz, aquilo tinha sido uma ameaça velada, infelizmente Angie não recuou, pelo contrario, enfrentou novamente o capitão se pondo na frente do homem escuro. – bom você não me deixa escolha criança – não havia hesitação em sua voz, ele nem sequer sentiu qualquer remorso – Guardas – lá estava eu paralisado, tanto por medo quanto pela própria cena em si – Apontar – minha voz não saia, nada que eu falasse ou tentasse pelo menos fazia, eu fiquei lá, parado, sem a mínima reação, esse foi meu terceiro erro, nesse meio termo, minha irmã com suas mãozinhas delicadas encaixou sua linda rosa no cano da arma do capitão, e mesmo assim, mesmo diante dessa cena não houve um brilho sequer de piedade em seus olhos, naquela horas eles estavam mais escuros do que nunca – Fogo.
Eu gritei, ao som do comando de Arthas eu gritei, mas voz nenhuma saiu, tudo o que consegui ver, foram pétalas queimadas daquela linda rosa boiando em um pequeno mar de sangue.
submitted by zephrot to u/zephrot [link] [comments]


2020.08.18 20:41 KimiTanoshimu As Aventuras Desaventuradas de Pêra (#3)

Era uma vez, em tempos tão longínquos como o local em que esta história se passa, uma bela princesa, a jovem Pêra. Delicada como uma árvore nos seus primeiros anos de vida e doce como o fruto amadurecido que um dia dela cairá, Pêra passara grande parte de sua vida numa torre. Fazia-lo por opção própria.- É para criar tentação - alegava, usando uma história para crianças como justificação para seu pai.Este, extremamente cético quantos aos métodos de sua filha, até chegou a ameaçar de espingarda um ou dois pretendentes, mas admitira que a altura chegara e ela deveria arranjar um marido.Metros e metros, hectares e hectares, semeados de homens, cobertos de cavalos, carroças e joalheria. Depois de inúmeras horas, provavelmente até dias, a escolher a pente fino, a verificar passados e qualificações, três candidatos foram escolhidos e submetidos à pior das provas, mostrar à princesa o porquê de deverem ser escolhidos.
Entrou pois o primeiro, João Abreu:- Soys princesa ou soys anjo? Que tal língua que tanjo, Não te consegue descrever De tal beleza que estoy a ver.
Nos teus braços desejo voar Por João Abreu me poderás tratar Mas que serve uma apresentação Se não me for oferecida a tua mão?
(Pêra corou brevemente)
- Encantada estou com sua presença Com tal língua de habilidade imensa Acredito que não me tenha de apresentar Mas sou Pêra, parastes aqui para casar?
Movido pela reação da dama, convencidodisse:
- Pois então, pois venho! Uma grande população reino E se vós quereis o melhor que há Não procureis mais, à sua frente o está.
Ao sentir a presunção do dito João, Pêra, acertiva respondeu:
- Com a língua tem tu cuidado Não és mais que um mísero delegado E tal como na realeza, na poesia Desgosta-se o uso abusivo de ironia.
Envergonhado e acorbadado, fugiu com a espada entre as pernas, o mal sucedido delegado.
Surgiu assim o segundo, Manel Ferreira:- Oh Princesa dos meus olhosOh Rainha do meu coraçãoOh minha pura tentaçãoOh Alegria aos molhos.
Em ti confio mi vidaEm ti e só em tiEm ti um amor ardente vi.Em ti vejo uma boa vida vivida
(Pêra, encantada, reveu o perfil do jovem promissor. Só para se atormentar com o rank do pobre coitado no Lol...)- Oh pobre mocim'...Oh pobre mancebo cansadoOh pobre és e desesperadoOh pobre, então faremos assim:
- Eu com urgência necessitoEu não tenho defesa ou seguroEu tenho má fé e medo do escuroEu procuro um pequeno guardazito.
Sem perguntas que trouxessem má fado, sacou de um capacete e pôs-se logo a postos.
Chegara, por fim, o terceiro, O Mestre, ahm... Mário Ramos.- Oh que bela em pessoa soys!Ao natural, sem ilusõesMesmo encanto e tentações,E vaidade não falta pois.Neste mundo em que somos peõesVivamos não como um mas como doisE que esta rima isso simbolizeE sua magnificência caracterize.
Minha jovem dama dos céusCom honra e sem desleixoMinha benção deixoAos deuses meusE nem que se sacrifique gueixoMas que soltem os meus escarcéusPois nunca me senti tan desejadoE em tua grandiosidade estou atado.
Manel, agora guarda real feito, conjugado pela própria palavra real e tendo assim prometido manter a rainha a salvo, de forma a honrar tal palavra, ou pelo menos achando que assim o fazia, disse:- Para que vindes cavaleiro sovina?Para armar a esperteza?Para tentar alcançar a realeza?Para passar a perna a menina?
Acredites que vejo o sal na águaAcredites que vejo o vinho no pãoAcredites que não te vejo um único tostãoAcredites que te vejo a lhe criar mágoa.
De forma a seguir o direto, mas correto discurso do crente Guarda, disse assim a princesa:- Para que vindes então Cavaleiro?
Espantado por o que achara outrora um espantalho ter ditado uns belos versos, Mário rapidamente respondeu:
- Pois, bem, ahm, público difícil?Venho aqui um engenho meu demonstrarMas primeiro tenho que me certificarQue o guarda aplaudo, mesmo peridócil!Acredito que minha obra venha para ficarE substituir papel, pombo e estêncil,Este promove a comunicaçãoE WhatsApp é o nome que lhe dão.
Vendo a futura rainha com traços de curiosidade, Mário finalizou em estilo:
- A partir desta maquinetaPremir botão aqui,Botão ali,Mensagem para o pai, o filho e a netaFácil para todos, até para um lóquiSem discriminação, de gênero ou pernetaExperimente princesa, cortesia minha(É que para falar mais ninguém eu tinha).
A Princesa encantada, aventurou-se com a traquitana durante horas e horas e ao ver que o jovem inventor ainda se encontrava lá, à espera da sua reação, decidiu agradecer-lhe com um beijo, por lhe oferecer tal presente dos Deuses.Mário pifou. Como se diz em tempos mais futuros, mario.exe stopped working. Mário, que antes se apresentava apenas com intenções artísticas e económicas perante a princesa, viu um universo à sua frente e sempre que ficava sem ar, (ou pelo menos imaginava-se porque teorizara que no espaço não haveria ar), respirava o momento daquele beijo na sua agora rosada bochecha.Numa voz envergonhada e hipnotizada, disse:
- Pode ficar com o produto é uma oferta da casa princesaa aaa aE depois de alguns segundos, despediu-se e partiu, um tomatinho feliz a caminhar sobre o pôr do sol.
-Que farei eu agora meu guarda fiel? Nenhum dos 3 pretendentes foi escolhido... Bem não é tempo para mágoa, amanhã voltamos à seleção! - disse a princesa.
Enquanto isso, Mário voltava para a sua cidade Natal mais rápido que com qualquer cavalo devido a uma das suas mais recentes invenções, botas 'a jato'. Eram na realidade alimentados por uma fonte renovável de...- Finalmente cheguei! Não sabem o que me aconteceu! - disse o inventor.
Após chegar ao destino, tinha parado em casa de uns dos seus melhores mates, Lori e Manchester Kibizan.
- Estava a apresentar aquele meu produto à princesa, o que vos agradou também e ela não só amou como me deu um beijo como forma de agradecimento. Eu, eu acho que há mais que se diga da coisa, depois de amanhã vou ter com ela com outra invenção para continuar o namorisco, agora tenho que ir trabalhar nela mesmo, durmam bemmm!
E assim se despediu. Vendo esta reação e história tão estranha e súbita, Lori disse:
- Ele é bom rapaz.Ambos levantaram os ombros em concordância e continuaram o que estavam a fazer.
No dia seguinte ambos partiram cedinho na demanda para ir ter com a princesa. Chegaram bem mais rápido que o que seria necessário com as botas a jato personalizadas que Mário lhes fizera, que já agora utilizam um material...
- Eeeeeeish - disse Manchester. º
A fila que viam à sua frente de homens e de até várias mulheres, era humanamente impossível, bem em teoria, porque ali estavam. Não estavam interessados na princesa em específico, por isso foram sorrateiramente se aproximando da sua torre. Quando chegaram lá viram a princesa. Parecia cansada e irritada, mas para que é que estava esta gente toda aqui? Eventualmente, a princesa viu-os e avisou Manel para fazer a chamada para o lanche da manhã. A fila rapidamente desfez-se e várias pessoas reuniram-se em tendas ou acampamentos, mantendo civilizadamente a ordem.
- A que devo a vossa presença? - disse a princesa à dupla com quem mantia amizade há vários anos.- Ouvimos falar das tuas triquinices com uma pessoa especial - disse Manchester.- Gostávamos de saber mais - disse Lori, soltando um riso maroto.Confusa, Pêra respondeu?
- Triquinices? De que falam? Na realidade estou com falta de alguém para com quem as fa...
E interrompeu-lhe Lori para perguntar: - Pois, para que é esta fila toda?
Lori, percebendo a confusão da situação na cara da princesa e de Manchester decidiu contar o sucedido à princesa que lhe fez o mesmo.O resto é história, quando Mário soube o sucedido, de ambos os lados, já tinha sido rejeitado pela princesa, quase desprezado por tal difamação da princesa. E após dias de viagem a tentar buscar sabedoria com uma das melhores amigas da princesa, Rainha Vera, acabou ainda mais desolado, pois os conselhos desta tinham sido desistir da situação, para o seu próprio bem.Assim acaba a história, com Mário deitado debaixo duma árvore, a olhar para o sol. Sem emoção, sem pensamento, apenas com uma dor no coração. Não sabia ele que essa dor o motivaria para outras variadíssimas aventuras, milhares na realidade, até ser conhecido como o grande herói de toda a Terra. Mas isso é outra história.Por fim, sabe-se que Lori e Manchester se separaram de Mário, não por se terem zangado, mas apenas puro destino. Mantiveram, no entanto, contacto. Manel até hoje ainda guarda Pereira, mesmo já não se encontrando em sua torre. Após ter encontrado um plebeu cujo nome apenas tem duas letras, Pêra aventurou-se pelo mundo antes de ter de assumir o seu papel como rainha. Felizmente, acabou por encontrar um homem da selva que lhe preencheu o coração e a satisfez de uma vez por todas.Mário continuou sua jornada, com o coração partido e completamente destroçado, mas sem nunca desistir.
submitted by KimiTanoshimu to mariotoldbyyou [link] [comments]


2020.08.15 18:37 Lucas_D_Soares Os Dois Lados da Mesma Moeda...

Fala seus lindos, maravilhosos e cheirososo cheios de amor, muito importantes para todos. MInha internet caiu e decidi escrever um pouquinho, espero que gostem e reflitam talvez.
Eu noto algumas coisas sem sentido às vezes, mas que depois tem muito significado.
Se quiserem me avaliar, fiquem a vontade, aberto a criticas.
Os Dois Lados da Mesma Moeda!
Que vivemos em uma sociedade capitalista, isso não é novidade para ninguém, mas os efeitos, sejam bons ou ruins, não serão sentidos por todos, isso é um fato. Quero compartilhar algo que notei e como uma palavra que grande parte daqueles que vivem no meio de tal sistema nem sabem o que é influência tanto nas vidas e criação das pessoas, como um todo. Às quintas-feiras tenho trabalhado como ajudante numa pequena barraca de temperos. É uma feira noturna, a maioria dos produtos lá vendidos são churrascos, pasteis, bolos, doces, e algumas bijuterias etc. Algumas vezes ela está sem movimento e outras, algumas barracas faltam, às vezes. E foi no lugar de uma barraca de doces, que se estabeleceu um trio de crianças: dois garotos e uma garota. Um dos dois meninos era provavelmente o mais velho dentro do grupo, talvez tinha uns 12 a 13 anos; a menina por sua vez deveria ter uns 10 a 11; quanto ao caçula, no máximo uns 8 anos. Esse infame trio, como todos os outros adultos ali presentes, queriam vender seus produtos: maçãs do amor, espetos de morango banhados em chocolate e algumas balas de menta, aquelas verdes de goma, vendidas num saquinho bem pequeno, com certeza eles tinham concorrentes! Eles ficaram estacionados ao lado duma barraca de frutas, utilizando caixotes do vizinho como mesa e cadeira. Sinceramente, se venderam 10 coisas de suas caixas de isopor fora muito, mas ali ficaram até umas 22h. Do lado oposto á eles, a barraca vizinha há minha, o nosso companheiro de feira vendia brinquedos, que era para aqueles três, e para todas as crianças que passam por lá, algo lindo e fantástico de se apreciar. Mesmo gritando(ou melhor, tentando), para chamar a atenção de seus possíveis clientes, vira e mexe seus olhos iam de encontro aquelas obras de plástico que continham luzes e sons atraentes a todos. Um olhar de desejo, e desejo distante. No mesmo lado em que se encontravam, um pouco mais longe tem uma imensa barraca de churrasco, e meu povo, parece que ninguém mais se importa com Covid, seja 19 ou 1000. Durante aquela noite, mais uma família chega ali para comer algo que pode ser feito em casa com segurança e conforto. Eram dois casais: O pai e a mãe, e dois filhos, os quais aparentavam ter a mesma faixa etária que os dois mais novos vendedores de doces. Esse par de bem-vestidos, enquanto seus pais estavam na mesa aguardando seu pedido, foram visitar o “parque” de brinquedos chamativos, na esperança de levar alguns para casa. Eles eram iguais aos que estavam do outro lado com o mesmo desejo, porém, esses, nem gastavam os esforços de visitar a barraca, pois sabiam que nada levariam dali, seria inútil desgastar mais ainda seus chinelos de tamanhos desproporcionais a seus pés ou arriscar rasgar suas roupas que, muito provavelmente, outrora, pertenceu a outro dono. Escrevi tudo isso para chegarmos nesse ponto: dois pares de crianças; com quase as mesmas idades; dos mesmos sexos; no mesmo lugar;. um par observara tudo aquilo de longe, enquanto o outro tocava e experimentava todos aqueles brinquedos chamativos; um tinha certeza de que não o teria, o outro gritaria para seus responsáveis na grande possibilidade de obter; os mesmos desejos, oportunidades e vidas completamente diferentes. Apesar das igualdades, a quantidade de papel vindo de uma fabrica dum lugar que poucos sabem onde fica, determina seus destinos, suas vidas, seu crescimento, tudo... Eu só tenho a agradecer a Deus por poder hoje ter um celular e um computador para passar esta informação, pois apesar de tudo o que somos ou o que queremos ser, o dinheiro que determinará o quanto teremos que nos esforçar para conquistar o que queremos, que horas iremos chegar em casa, que horas acordaremos, atrás de qual volante iremos ir ao trabalho ou ir passear, tudo isso que foi definido por pessoas que nunca falamos, que só conhecemos por vista na internet, televisão ou livros de historia. Um dia um homem depois de perceber que tinha muita comida, decidiu fazer trocas, depois outro decidiu vender, e esses homens que só Deus sabe quem são definiram o nosso hoje, definiram por onde você lê isso, definiram até as amizades e felicidades que você tem e compartilha. No mover e no falar de um homem, muitas vidas perecem e nascem, tem sucesso ou fracasso, naquilo que você escolhe fazer, o mundo todo pode mudar. O mundo esta em nossas mãos, basta move-las para o lugar certo que encontraremos a felicidade ou tristeza, o sucesso ou fracasso, nossos sonhos ou mortes...
submitted by Lucas_D_Soares to desabafos [link] [comments]


2020.08.15 03:26 manu_sem_r A VEZ QUE EU ABRI PR*N NA SALA DE AULA

Olá queridos Luba, editores, gatas e vcs sabem o resto. Hoje irei contar uma história que aconteceu comigo no quinto ano (sou barriga verde, então te dou a liberdade de ser você mesmo). Aproveite! <3

Era aula de ciências no quinto ano, e estávamos aprendendo sobre puberdade já que logo estaríamos passando pela mesma (como éramos crianças a professora explicou as coisas de uma maneira mais resumida e family friendly). Uma hora ela começou a dizer que cresceriam pelos no nas axilas, peito e rosto (no caso dos meninos) e na região pubiana. Como uma criança doce e inocente me perguntei o que eram regiões pubianas, mas a professora não parava de falar então para não interrompe-la eu deixei a pergunta de lado.
Mais tarde desse mesmo dia nós fomos ao AT (ou sala de informática) para fazer uma atividade de português. Sempre que terminávamos as atividades a professora deixava a gente ficar jogando paint ou friv. Nessa hora me lembrei da tal região pubiana e inocentemente decidi pesquisar.... Apareceu um monte de fotos dessa região e um pouco mais. Para piorar a menina que estava do meu lado gritou:
- A manu ta vendo foto de 'pinpin'
Todos os curiosos vieram ao meu computador ver as tais fotos e junto com eles a professora com uma cara de brava. Eu comecei a chorar e a tentar explicar o que tinha acontecido, como nós duas já nós conhecíamos a um bom tempo ela deixou passar.
submitted by manu_sem_r to TurmaFeira [link] [comments]


2020.08.10 01:58 YatoToshiro Fate/Gensokyo Jeanne (Lancer - Alter- Lily)


https://preview.redd.it/18imf01ze2g51.png?width=350&format=png&auto=webp&s=aa332a3b4a031077b332eba41c134abfcffb0be8
A segunda geração é Alter-chan ~ 2016 Natal ~
Jeanne Alter encontra Gilles de Rais tarde da noite para falar sobre o Natal. Frustrada com o Papai Noel, ela diz a Gilles que vai roubar seu saco e distribuir os presentes antes que o Papai Noel o faça. Esse ato, ela acredita, fará as crianças e o Papai Noel chorarem. Gilles diz a ela que roubar o saco do Papai Noel será difícil, já que nenhum dos dois tem Ocultação de Presença. Em resposta, Jeanne Alter revela que Child-Gil deu a ela uma poção de invisibilidade. Enquanto estiver sob os efeitos da poção, ela roubará o saco do Papai Noel e passará a noite entregando os presentes. Assim, enquanto as crianças abrem alegremente os presentes amanhã, ela terá prazer nas lamentações de Santa Alter. Acreditando que seu plano seja perfeito, Jeanne Alter se prepara para beber a poção. Ela é cautelosa sobre beber, explicando que ela perguntou a Child-Gil sobre seu eu adulto como precaução. No entanto, apesar de seus medos, ela continua a beber a poção. Gilles aponta que ela não é invisível, portanto, Jeanne Alter acredita que Child-Gil a enganou. Mas, assim que ela se prepara para roubar a poção da invisibilidade real, ela de repente se transforma em uma criança, revelando que a poção é a Poção da Juventude. Esta versão infantil chama o plano de seu eu adulto de se tornar um malvado invisível, mas mesmo assim decide realizar seu desejo de ser o Papai Noel por respeito a esse desejo. Apresentando-se como Jeanne Alter Lily, ela anuncia que nasceu para se tornar o próximo Papai Noel. Depois que ela se chama de idiota por causa de seu plano de invisibilidade, Gilles pergunta se ela tem um plano. Alter Lily responde que ela não precisa de um plano, em vez disso, ela apenas convencerá o Papai Noel de que ela é o melhor Papai Noel. Ela então vai para o quarto do Papai Noel para fazer o que ela se propôs a fazer, mas ela é imediatamente e violentamente expulsa. Ao ouvir a comoção, Jeanne d'Arc vê Alter Lily e exige uma explicação de Gilles. Depois de obter uma explicação, Jeanne leva Alter Lily para o quarto de Ritsuka.
No quarto de Ritsuka, Jeanne explica a situação para Ritsuka, e Alter Lily se apresenta como Jeanne d'Arc Alter Santa Lily, Servo da classe Lancer. Ela então tenta e falha várias vezes em dizer seu nome mais rápido a pedido de Ritsuka, mas para quando Jeanne aponta que Ritsuka estava brincando com ela. Depois que Child-Gil se desculpa por dar a ela a poção errada, Alter Lily o critica por seu descuido. Ela também chama seu eu adulto de imprestável, culpando Jeanne por sua má atitude, estragando-a. Santa Alter então entra na sala, pedindo para falar com Ritsuka e Jeanne, e diz a Mash para brincar com Alter Lily. Alter Lily tenta exigir o saque de Papai Noel para ela, mas a ameaça de Papai Noel a faz parar. Enquanto Papai Noel fala com Ritsuka e Jeanne, Mash pergunta a Alter Lily por que ela quer ser Papai Noel. Ela responde que é porque seria o melhor Papai Noel de todos os tempos, acreditando que pode entregar os presentes adequados e ideais para todos. Ela critica o Papai Noel por dar presentes inúteis quando Mash se lembra da expressão vazia de EMIYA ao receber as chaves pretas no último Natal. Sabendo do Natal passado graças às memórias de sua personalidade adulta, Alter Lily afirma que pode dar presentes melhores que todos vão adorar. Quando Santa Alter volta de uma conversa com Ritsuka e Jeanne, Alter Lily fica com medo dela e se esconde atrás de Ritsuka. Santa Alter se prepara para dar o saco de Alter Lily, tendo decidido que ela pode ser o Papai Noel este ano. Mas antes disso, ela testa o valor de Alter Lily em ser o Papai Noel no simulador de combate. Passando no teste de Papai Noel, Alter Lily recebe sua sacola e, em seguida, sai com Ritsuka para entregar os presentes.
Voando pelo céu em Llamrei II, Alter Lily critica "The Gift of the Magi", dizendo que sua lição de moral cai por terra, já que os presentes dos casais se tornam inúteis no final. Mais tarde, ela lê que o primeiro pedido é de Jing Ke, que no ano passado pediu uma adaga afiada, mas em vez disso conseguiu um "elegante cavalheiro mais velho". Acreditando que ela tem o melhor presente para ela, Alter Lily e Ritsuka voam até o esconderijo da caverna de Jing Ke. Entrando na caverna, Alter Lily decepcionantemente testemunha Jing Ke, Ushiwakamaru e Mata Hari enquanto eles provocam Tarasque. Ela se anuncia quando Santa Marta percebe ela e Ritsuka, e começa a repreender todos eles por terem se embriagado. Ela fica com medo e se esconde quando Jing Ke a toca em seu estado de embriaguez. Ela fica ainda mais assustada quando Ushiwakamaru ameaça queimar tudo para fazê-la sair do esconderijo. Ela é então desafiada por Martha a lutar com ela e as outras meninas, o que ela aceita de bom grado. Depois de derrotá-los, Alter Lily dá às meninas seus presentes, que são todos desintoxicantes. Ela os repreende novamente por ficarem bêbados, dizendo que não é algo que Servo deveria fazer. Assim, ela lhes diz que o remédio é para que cumpram seus deveres como Servos, mas avisa que isso também significa que eles sofrerão danos se beberem álcool. Martha pergunta se ela fez o remédio, ao que Alter Lily responde que ela fez um Conjurador que usava roupas brancas, apesar de não conhecê-lo. Enquanto Jing Ke, Ushiwakamaru e Mata Hari partem para matar o Conjurador, Alter Lily sai com Ritsuka e segue para a próxima parada. Ela rapidamente agarrou Martha, que começou a perguntar o que ela pensava quando escolheu aqueles presentes. Alter Lily responde que ela queria dar presentes a Jing Ke, Ushiwakamaru e Mata Hari que seriam úteis para eles. Martha discorda desse sentimento, porém, acreditando que os presentes de Natal têm mais a ver com alegria do que com práticas. Alter Lily discorda fortemente de Martha, porém, acreditando que um presente prático é melhor do que aquele que traz alegria. Ela então sai com Ritsuka depois que Martha agradece pelo presente e lhe deseja boa sorte.
Em seguida, Alter Lily e Ritsuka voam para o Japão para entregar presentes aos servos de lá. Ao pousar, ela cumprimenta Fuuma Kotarou e se apresenta como Papai Noel. Em resposta à confusão de Kotarou sobre o Papai Noel ser uma criança, ela proclama mais uma vez que é o Papai Noel e não uma criança, fazendo beicinho sobre todos sempre tratarem como uma criança. Ela rejeita a oferta de doces de Tawara Touta, afirmando que tudo sabe que você não deve aceitar coisas de estranhos. Depois de rejeitar a oferta de doces de Ritsuka, ela dá a Kotarou seu presente, um dicionário Japonês-Inglês. Ela diz a ele que o nome de Noble Phantasm tem muitos problemas gramaticais e coisas, então o dicionário é para traduzi-lo para o inglês adequado para um nome de Noble Phantasm adequado. Touta chama seu presente de terrível, mas Alter Lily o defende, alegando que é para o próprio bem de Kotarou. Quando Touta diz que um presente de Natal deve trazer alegria, Alter Lily afirma que um presente não é bom se não for útil. Ela continua que, se esse não for o caso, então dar presentes é apenas trazer alegria ao doador. Ela afirma que presentes que trazem alegria não fazem o mundo melhor, acreditando que o Papai Noel precisa dar presentes úteis às pessoas para que possam melhorar. Ela então entra em uma discussão infantil com Kotarou sobre o que ela acabou de dizer, o que aumenta até ela ser desafiada a lutar com ele e Touta. Depois de ser derrotado, Kotarou aceita o presente de Alter Lily, mas diz a ela que não mudará o nome de seu Noble Phantasm, em vez de usá-lo para aprender algumas palavras da língua de seus antepassados. Alter Lily fica desapontada consigo mesma quando descobre que o Nobre Fantasma de Kotarou tem valor sentimental para ele. Ela é agradecida pelo dicionário e depois sai com Ritsuka. Mais tarde, no céu, ela pondera se seu presente para Kotarou foi útil e percebe que ser Papai Noel é mais difícil do que ela pensava. De repente, um "misterioso" Servo se apresentando como Santa Island Mask embarca no Llamrei II. Ele diz a Alter Lily para perseverar em seu papel de Papai Noel, dizendo que é função do Papai Noel sempre se levantar e dar sempre sorrisos. Alter Lily decide aceitar o Papai Noel como seu mentor para guiá-la a ser um Papai Noel melhor.
Alter Lily e Ritsuka chegam em um labirinto, mas estão perdidos graças à falta de direção dela. Ela provavelmente encontra pessoas por perto, presumindo que foram elas que pediram presentes ao Papai Noel. Ela se apresenta e se prepara para dar o presente a eles, mas as chamadas pessoas acabam sendo monstros. Depois de matar os monstros, Alter Lily ouve vozes de crianças chamando pelo Papai Noel. Gritando em resposta, ela é encontrada por Nursery Rhyme e Jack, o Estripador. Garantindo que ela está bem, Alter Lily pergunta se foram eles que pediram presentes ao Papai Noel. Eles confirmam, mas estão confusos, pois ela não é o Papai Noel. Jack e Nursery Rhyme contam a Alter Lily sobre como Papai Noel lhes deu muitos presentes no último Natal. Alter Lily é então forçado a lutar contra eles, já que Papai Noel ensinou Jack e Nursery Rhyme que eles precisam lutar para ganhar seus presentes. Ela os derrota, e eles explicam que não ganham presentes desde que perdidos, embora ela tenha presentes para eles. De repente, uma chave preta rosa cai no chão marcando a chegada de Santa Mask. Santa Mask convence Alter Lily a fingir que perdeu para Jack e Nursery Rhyme. Ela passa a fingir que foi derrotada por Jack e Nursery Rhyme, explicando que a vitória tardia é porque eles usaram Damage ao longo do tempo. Fingindo estar muito fraca para se mover, ela decide dar seus presentes. Santa Mask agradece a Alter Lily por um trabalho bem feito, embora ela se sinta culpada por mentir. Depois que o Papai Noel vai embora, Jack e Nursery Rhyme convidam Alter Lily para o chá. Ela agradece pelo convite e avisa que lá entregará seus presentes. Chegando na festa do chá, ela deduz que nem EMIYA nem Asterios pediram presentes. Ela pergunta a Asterios se ele quer alguma coisa para o Natal, mas ele responde que não. Acreditando que duvida que ela seja o Papai Noel desde criança, Alter Lily diz a ele que ela é de fato o Papai Noel e exige saber o que ele quer. Asterios responde que quer que dias divertidos como o de hoje durem o máximo possível, um desejo que Alter Lily percebe que ela não pode conceder. Rejeitando a oferta de comida de Asterios e a tentativa de EMIYA de falar sobre ela, ela dá presentes a Jack e Nursery Rhyme. O presente é um eremitério, pois Alter Lily acredita que Jack e Nursery Rhyme precisam de um lugar tranquilo para estudar em vez de brincar. Ela tenta explicar por que isso seria bom para eles, mas então decide que não seria e foge. Enquanto ela corre, Alter Lily percebe que é praticamente tudo o que ela tem, e que ela tem desejo nem esperança, já que a existência dela é impossível. No entanto, apesar disso, ela pensou que poderia conceder os desejos dos outros em vez dos seus próprios, e é por isso que ela queria ser o Papai Noel. No entanto, ela acredita que falhou em ser o Papai Noel, pois não sabe o que faz as pessoas felizes. Sozinho no meio de um campo de neve, Alter Lily é finalmente encontrado por Ritsuka, Jack e Nursery Rhyme. Ela se sente abatida quando eles devolvem o presente para ela, mas eles dizem que querem ver o mar. Santa Mask então aparece e a incentiva a atender o pedido de Jack e Nursery Rhyme, já que ela pegou o presente de volta. Alter Lily diz a Jack e Nursery Rhyme para embarcarem no Llamrei II para que ela possa levá-los ao mar. Antes de sair, ela agradece ao Papai Noel e garante que fará o possível.
Enquanto o grupo voa para seu destino, eles são repentinamente puxados para baixo por um Servo. Após um pouso forçado, eles são confrontados por Leonidas, que proclama que não pode deixar Alter Lily conceder o desejo de Jack e Nursery Rhyme de ver o mar. Questionado sobre o motivo por Alter Lily, ele explica que é por ordem de um gênio que ele não pode deixá-los passar. Alter Lily então luta com ele, alegando que é função do Papai Noel conceder desejos. Após a derrota, Leônidas diz a Alter Lily que há um grupo de Servos esperando à frente, e avisa que sua jornada até o mar não será fácil. Ela pergunta por que ele está tentando impedir o Papai Noel de realizar um desejo, mas ele apenas responde que ela terá que pedir detalhes ao próximo Servo. Depois que Leonidas desaparece de volta para Caldéia, Alter Lily confirma a condição de todos quando o Papai Noel aparece novamente. Ele pergunta a ela se ela ainda está disposta a continuar sua jornada, apesar de saber que ela não receberá nenhuma recompensa por realizar um desejo. Hesitante a princípio, ela responde que quer conceder o desejo de Jack e Nursery Rhyme, em vez de forçar um presente que eles não querem. O Papai Noel diz a ela para proceder com cautela, e cabe ao Papai Noel conceder ou não um desejo. Depois que ele sai dizendo que Papai Noel pode não ser um santo, Alter Lily pensa em como ela queria refutar isso. Ela queria dizer que o Papai Noel é um nobre santo que realiza o desejo de todos, por isso ela escolheu se tornar o Papai Noel. No entanto, ela não pode deixar de sentir que o que o Papai Noel disse pode ser verdade. Ela treme de medo do que acontecerá depois do Natal e se pergunta se ainda terá permissão para existir. O grupo percebe que não pode mover o trenó, então eles decidem seguir em frente sem ele.
Montando acampamento em uma floresta, o grupo come o banquete que a EMIYA preparou anteriormente. Mais tarde naquela noite, Alter Lily fala com Ritsuka sozinho enquanto Jack e Nursery Rhyme estão dormindo. Ela pergunta por que eles estão dormindo, já que são servos, e acreditando que estão desperdiçando energia mágica desnecessária, ela pergunta a Ritsuka se eles estão incomodando. Ritsuka responde que eles não se importam, mas Alter Lily responde que ela sente que é mais apropriado para um Servo permanecer na forma espiritual durante os tempos de descanso. Seguindo essa crença, ela se prepara para entrar na forma espiritual, mas antes disso, ela pergunta a Ritsuka se eles já viram o mar. Depois de darem suas respostas, Alter Lily se pergunta se é bom para Jack e Nursery Rhyme ficarem ansiosos para ver o mar. Ela continua que não tem nenhuma memória do mar, já que seu eu adulto nunca o viu. Ela então pergunta qual é o sentido de ir ao mar durante o inverno, já que eles só podem vê-lo, em vez de no verão, quando podem nadar nele. Ritsuka diz a ela que provavelmente ela vai gostar.
Na manhã seguinte, o grupo se prepara para continuar para o oeste em direção ao mar quando Mash detecta dois Servos. Hassan, do Braço Amaldiçoado, aparece declarando que não pode deixar o grupo ir para o mar. Em resposta a Alter Lily perguntando o motivo, ele responde que é porque o verdadeiro Papai Noel está aqui. Alter Lily suspeita de suas respostas, já que pareceu que ele pensou nisso quando Ritsuka disse que havia outros papais noéis. Evitando a acusação, Cursed Arm apresenta o verdadeiro Papai Noel, Santam, que pergunta o que é Papai Noel. Alter Lily responde que Papai Noel é o concedente de desejos, alguém que traz alegria trazendo presentes. Santam responde: Papai Noel é um vigia sem rosto que trabalha nas sombras e depois se revela. Alter Lily, Jack e Nursery Rhyme imediatamente percebem que Santam é apenas EMIYA usando uma máscara; algo que o choca, já que eles não conseguiram descobrir a identidade do Papai Noel. Ignorando isso, EMIYA diz a Alter Lily que ele veio para corrigir sua visão equivocada do Papai Noel. Ele diz a ela que ela não é um verdadeiro Papai Noel se ela hesitar ou fugir dessa jornada. Ele a desafia a lutar com ele se ela realmente acredita ser o Papai Noel. Alter Lily está cheia de dúvidas sobre ser o Papai Noel, acreditando que talvez EMIYA seja um Papai Noel melhor do que ela. No entanto, apesar de suas dúvidas, ela decide lutar, declarando-se o Papai Noel, uma vez que lhe foi confiado o saco do Papai Noel. Depois que ele é derrotado, EMIYA diz a Alter Lily para seguir em frente, nunca esquecendo que ela é um verdadeiro Papai Noel. Depois que ele sai dizendo a ela para não esquecer seus deveres, Alter Lily parece deprimido, mas ela diz a Ritsuka que ela ficará bem.
Conforme o grupo se aproxima do mar, Alter Lily se pergunta se ela ainda poderá ser o Papai Noel ou se desaparecerá. Ela, Jack e Nursery Rhyme são carregados por Ritsuka enquanto fogem de uma horda de bonecas vivas. Ritsuka tropeça em uma pedra, então o grupo é forçado a lutar contra as bonecas. Depois que as bonecas são destruídas, Santa Mask aparece e trai Alter Lily, alegando que ele a levou para sua armadilha. Querendo pegar o saco do Papai Noel como seu, ele explica que a primeira regra do Papai Noel é que o Papai Noel deve ser indiferente, mas justo. Eles realizam desejos e dão presentes de maneira justa, sem preconceitos e sem interesses próprios. Ele diz que Alter Lily está perdida, perplexa e angustiada, mas ela continua. Alter Lily questiona se é ruim estar perdido e perplexo, ao que Santa Mask disse que é. Alter Lily então pergunta se o interesse próprio é desnecessário, mesmo o desejo de conceder desejos; Santa Mask diz que não é necessário para o Papai Noel. Jack pergunta a Alter Lily se ela vai com ela e Nursery Rhyme para o mar, pois os dois querem que ela vá. Chamando seu desejo de absurdo, Santa Mask exige o saco novamente, mas Alter Lily se recusa a dá-lo a ele. Ela declara que não vai entregar o saco para alguém que insulta crianças e decide que deve derrotar o Papai Noel. Depois de derrotá-lo, Alter Lily diz a Santa Mask para se afastar, o que ele faz porque a viu decidida como Papai Noel. Enquanto ela continua em direção ao mar, Alter Lily começa a tremer com a sensação que ela continua tendo. Jack e Nursery Rhyme seguram suas mãos, e os três continuam à frente de Ritsuka. Ao anoitecer, as meninas alcançam a costa e, ao ver o mar, Alter Lily pensa que provavelmente falhou como Papai Noel. Ela começa a chorar alto, agora percebendo que era ela quem queria ver o mar. Ela pede desculpas a Jack e Nursery Rhyme por terem vindo ao mar para realizar seus desejos, mas para conceder os dela. Eles dizem a ela que está tudo bem, acreditando que ela fez o melhor que qualquer Papai Noel poderia. Ela então ouve as ondas com eles. Depois, ela corre para Ritsuka, que a observava de longe, e diz a eles que é o Papai Noel, embora seja jovem, imatura, egoísta e indefesa. No entanto, apesar de suas falhas, ela quer ajudá-la a Ritsuka. Ela pergunta a eles se pode ficar com eles mesmo depois do Natal e depois. Ritsuka a aceita, então Alter Lily agradece e os abraça.
submitted by YatoToshiro to Fate_GensokyoBR [link] [comments]


2020.07.29 03:23 sofiaturmenica Os aniversários MORTAIS (Tam TAN TAN)

Oi Luba (que sei que nunca vai ver isso e até meio um alívio) Oi gatas oi possível convidado (que nunca tem ) oi editor (amo demais vcs )oi espíritos de papelão que o luba massacrou cruelmente e oi TURMA
Bem essa vai ser a história do meu aniversário de doze anos em que eu quase morri (e vai ter uns aniversário bônus que eu tbm quase morri)
Bem o tema do meu aniversário de doze era fazendinha agente passou o dia fazendo doces (e eu comendo a maioria pq podia) tudo legal
Bem no outro dia a gente arrumou tudo já tava tudo certo aqui em casa (minha casa tem um quintal grande) agente já tava com as mesas comidas e decoração tudo pronto
E o brinquedo inflável também já tava pronto era um Da queles brinquedos de Jacaré que vc entra na boca dele bem alto e para ficar melhor a gente pegou e jogou BASTANTE água nele com sabão
Um tempo depois meus amigos chegaram a gente ficou conversando até que uma menina que eu ODIAVA chegou (vou chama-la de mamão pq eu odeio mamão) bem muitas das minhas amigas também não gostavam delas mais tive que chamar ela por educação
Tá até ai ok agente ficou brincando tudo e tal até que uma hora eu percebi que o jacaré tava meio lotado tinha dez pessoas e só cabia cinco ( e olha que tinha um cara para monitora mais ele não fez porra nenhuma )
Bem a gente ficou brincando e eu tava atrás de uma amiga(que vou chamar de picolé) agente ia desce e ela me pede para eu não a empurra (já que todo mundo tava empurrando todo mundo ) eu prometi que não ia a empurra
Obs: tinha 10 meninas no brinquedo e só tinha uma embaixo dele
Só que quando minha amiga foi pular a mamão empurrou minha amiga (elas tavam brigando) e essa minha amiga caiu em cima de outra que fez um efeito domino oque fez todas as meninas irem só para um lado do brinquedo o derrubando para o lado enquanto a picolé pulava e eu tava lá a última eu a picolé eramos as últimas do lado que o brinquedo virou e naquele momento sem brincadeira eu vi a vida passando diante meus olhos (que não foi muita coisa) a mamão por não ter desequilibrado com as outras Consegui fugir enquanto todo o resto das garotas caiam em cima de mim e para "melhorar* a menina que tava bem em cima de mim tava com a blusa vermelha então minha última visão antes de desmaiar foi ver tudo vermelho
Depois de um tempo eu acordei o brinquedo tava caído não tinha ninguém por perto só a picolé que tava desmaiada na minha frente nessa hora eu me desespero e levanto com tudo para tentar ajudá-la quando tava perto dela acabo desmaiando de novo
Acordo dessa vez no meu sofá com a mãe da minha amiga (que eu considero como tia) repetindo respira e não pira e minha mãe ligando para a ambulância e meu pai só olhando toda a situação acabo desmaiando de novo
Dessa vez acordo no hospital com minha mãe do meu lado e pergunto oque aconteceu e ela me responde que quando eu caí com as meninas em cima de mim eu bati a cabeça num negócio de metal e eu teria que fazer 15 pontos
Bem resumindo :a mamão que fez tudo isso acontecer foi a única que Conseguiu sairá antes do brinquedo cair 7 meninas que tavam em cima do brincando saíram ilesa a picolé que tava pulando bem na hora que o brinquedo caiu desmaio mais ficou bem e a menina que tava lá em baixo do brinquedo acabou se afogando com a água e sabão e eu quase morri no meu aniversário
Bônus : no meu aniversário de dez anos meu chuveiro pegou fogo enquanto eu tomava banho no meu aniversário de 13 anos eu caí de um prédio de uma aura meio baixa e quebrei a perna e o braço no meu anjo de 14 anos eu explodi meu bolo de chocolate (não me pergunte como e um mistério eu sou um desastre na cozinha) ah e no meu aniversário de 15 eu me afoguei no mar e quase morri
Eh essa e a desgraça do meu aniversário espero que tenham gostado
submitted by sofiaturmenica to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.25 18:34 YatoToshiro Fate/Gensokyo #47 Archer of Red (Fate/Apocrypha)


Fate/Apocrypha - Fate/Grand Order
​O Nome Verdadeiro do Arqueiro é Atalanta, Uma caçadora famosa conhecida como Caçadora de Castas Que aparece na mitologia grega.
Ela é uma caçadora famosa por seus pés rápidos na lenda da Grécia Antiga. Ela se tornou famosa depois de ser a primeira a lançar uma flecha no Javali Calidoniano durante seu extermínio. Além disso, ela é incluída como membro dos argonautas, que reuniram bravos heróis de toda a Grécia. Ela tem o passado trágico de nascer como filha de um rei de um determinado país e ainda ser abandonada nas montanhas por seu pai.
Legend
Atalanta nasceu como filha do rei Iasus da Arcádia. No entanto, apesar de ter nascido e ser a princesa do paraíso natural, Atalanta acabou sendo abandonada nas florestas e nas montanhas imediatamente quando nasceu, quando foi evitada pelo pai - que desejava um filho. Mas ela sobreviveu graças à proteção divina de Artemis, uma deusa virgem que sentiu pena dela. Ártemis enviou e fez um urso fêmea, um animal sagrado da deusa, nutrir a menina dando leite e levantando-a. Em gratidão, Atalanta é um seguidor fervoroso de Ártemis.
Depois disso, depois de ter sido criada pela ursa enviada por Artemis, e mais tarde foi descoberta e adotada por caçadores que pisaram nas montanhas, Atalanta desenvolveu suas habilidades conspicuamente, talvez devido ao seu talento latente, e também se tornou uma caçadora. Ao atingir a idade adulta, Atalanta cresce e se torna uma caçadora excelente e inigualável, e ela realiza muitas aventuras.
Há três contos pelos quais Atalanta é famosa. O primeiro conto é sobre como ela foi escolhida, acompanha e participa como membro dos Argonautas liderados por Jason. Atalanta se orgulha de ser a mais rápida entre os humanos, e logo depois de se tornar uma das poucas tripulantes do Argo, ela conheceu o herói Meleager.
Meleager ficou encantado com Atalanta, e ele a convidou para o extermínio da Besta Mágica da Caledônia. O segundo conto é sobre o extermínio do Javali Calidoniano, onde Atalanta é mais conhecida por sua participação nesta caçada, mas isso resultou em uma tragédia logo após esse evento. Por uma questão de exterminar esta Besta Mágica que foi despachada por Artemis, que ficou com raiva de um rei que estava sendo negligente ao oferecer-lhe um sacrifício, Atalanta e os outros esgotaram seus esforços em uma tentativa desesperada de caçar o javali. No entanto, embora Meleager tenha perfurado o golpe final, ele entregou a conquista a Atalanta, que foi a primeira a acertar sua flecha no javali, sendo um ato de boa vontade para Atalanta, ou Meleager tendo pensado que isso é algo que deveria seja simplesmente seguido como um herói.
Em relação aos homens, eles demonstraram descontentamento em relação a isso, onde não podem crescer para serem simplesmente tolerantes e estavam dizendo que possuem habilidades maiores que Atalanta, que é mulher. Uma briga de repente ocorreu entre Meleager e seus parentes, e Meleager foi infligido por uma maldição mortal.
O terceiro conto é sobre a disputa pelo casamento de Atalanta. Após a caçada ao Javali Calidoniano, Atalanta retornou à sua terra natal, mas seu pai, que nunca teve um filho, ordenou que ela se casasse. uando os pretendentes começaram a se apressar para pegar sua mão, a problemática Atalanta decidiu transformá-la em uma competição de corrida de pés. Ao prometer um voto de virgindade à deusa, ela proclamou: "Só me casarei com alguém que possa me derrotar numa corrida de pés. Aqueles que perderem serão mortos". Ela rasgou um grande número de desafiantes. Embora Atalanta não perdesse para ninguém na corrida aos pés, ela caiu nos planos covardes de um homem que pediu emprestada a ajuda de uma deusa e acabou se casando sem força. Ela perdeu quando foi levada a pegar maçãs douradas irresistíveis jogadas na frente dela, e ela teve que quebrar seu voto. Posteriormente, foi dito que ela foi transformada em leão como punição, mas isso é incerto.
Em relação a Meleager, é incerto que tipo de sentimentos Atalanta abraçou por ele. No entanto, ela parecia ter visto o resultado de um homem que a amava ser arrastado para uma tragédia, enquanto, com relação à persuasão de seu pai em se casar, ela tentava escapar da demanda irracional que lhe era imposta, mas ela também não conseguia. No final, nenhum desses contos teve um final particularmente feliz para ela, e sua desconfiança em relação aos homens se tornou extremamente forte devido ao terceiro conto em particular também.
No que diz respeito a ela, Atalanta é uma existência que projetou seu eu anterior enquanto, simultaneamente, ela existe como um símbolo de pureza para as crianças. Embora ela tenha sido salva pelas mãos dos deuses, é quase além da redenção para o resto das crianças. Ela, que se materializou como serva, confia a salvação dos filhos ao Santo Graal. Todas as crianças do mundo todo. Essa missão não tem recompensa e, mesmo assim, mesmo sabendo que é um desafio difícil e quase impossível de realizar, ela perseguirá esse sonho por toda a eternidade.
Fate/Extra
Atalanta é brevemente mencionado em Fate/Extra como um Servo de passagem de um Mestre sem nome de Saber em uma conversa em Sala Privada. Ela elogia Atalanta como uma bela caçadora e um dos exemplos de um belo espírito heróico, ao contrário dos "feios", como piratas e ladrões. A menção não tem relação com o design dos apócrifos, e ela não faz uma aparição real.
A adaptação para mangá de Fate/Extra combina os dois aspectos, apresentando uma breve participação especial no design apócrifo de Atalanta. Saber e Atalanta lutam brevemente contra Lancer, onde Saber salva Atalanta do ataque de Lancer. Por fim, ela e seu Mestre perecem na Guerra do Santo Graal das Células da Lua.
Fate/Grand Order
Orleans: O Dragão Maligno Guerra dos Cem Anos
Atalanta, junto com outros Servos, é convocada por Jeanne Alter como Arqueira-Berserk.Para participar de sua destruição da França. Ela é encontrada por Ritsuka Fujimaru, Mash Kyrielight e seus aliados quando eles vão assaltar o palácio de Orleans. Depois de ser derrotada por eles, Atalanta aceita sua derrota, dizendo que a tarefa que lhe foi dada foi problemática e sem recompensa. Ela então diz ao grupo para derrubar Jeanne Alter. Ela tenta dizer algo sobre a próxima vez, mas desaparece antes que ela pudesse.
Okeanos: Os Quatro Mares Selados do Fim
Atalanta é um aliado da singularidade de Okeanos. Ela foi convocada junto com os outros argonautas: Jason, Heracles e Medea. No entanto, quando Jason quis procurar a Arca e sacrificar um deus, ela deixou o grupo. Ela finalmente encontra David e diz a ele o que Jason planeja fazer com a Arca. Depois de informá-lo disso, ela decide esperar com David até que os aliados cheguem à época.
Eles finalmente ouvem sobre Ritsuka e seus aliados procurando a Arca antes de Jason chegar a ela. Depois que Atalanta envia uma mensagem ao Golden Hind por flecha, David aguarda ansiosamente a chegada do navio, mas ela diz para ele se acalmar. Ela consegue desviar todos os flertes de David até Ritsuka e seus aliados chegarem. Ela vai conhecer o grupo onde se lembra de Ritsuka e Mash de Orleans, mas desta vez agradece por ser ela mesma. Após o choque de descobrir que Artemis é um romântico sem esperança, Atalanta leva o grupo pela ilha a conhecer David. Ela então fala de suas circunstâncias ao convocar e se aliar a David, explicando que nunca havia gostado de Jason na vida.
Mais tarde, Atalanta ajuda o grupo em seu plano de destruir Heracles, atraindo-o e fazendo-o tocar na Arca. Depois, ela e David se juntam ao grupo no Hind Dourado enquanto perseguem Jason. Depois que Caldéia recupera o Santo Graal de Medéia, Atalanta diz a Ritsuka e Mash que ela está feliz em ajudar neste momento antes de desaparecer com o colapso da Singularidade, embora ela se perguntasse como continuaria a oferecer sua oração a Artemis, agora que sua personalidade foi revelado.
Salomon: O Grande Templo do Tempo
Atalanta está entre os Servidores da Singularidade "Okeanos" para ajudar a Caldéia contra os Pilares dos Deuses Demônios. David flerta com Atalanta e a chama de Abishag.
Corrida de Verão Dead Heat! ~ Ishtar Taça de esperanças e sonhos
Atalanta é o líder de um grupo de bandidos que residem nos terrenos baldios. Ela se revela aos pilotos depois que eles derrotam alguns dos bandidos, referindo-se a eles como seus filhos. Ela explica que os pais são muito mais do que apenas genética e diferença de idade em resposta à confusão do grupo. Chamando o terreno baldio às planícies de Atalanta, ela diz aos corredores que suas estradas levam a onde ela e seus "filhos" plantaram maçãs-semente. Ela diz que eles são essenciais para o futuro de seus "filhos", então ela não pode permitir que eles sejam destruídos na corrida. Ela ignora a explicação de Helena Blavatsky de que as maçãs não podem crescer em um clima árido como o deserto. Ela então permite que os pilotos voltem ou encontrem outro caminho, caso contrário ela os matará. Eles a ignoram e continuam correndo, mas acionam as minas terrestres que ela plantou para proteger as maçãs das sementes. Atalanta declara que fará qualquer coisa, por mais desprezível que seja, para proteger seus "filhos". Ela então revela que comprou as minas terrestres de um demônio passageiro, garantido que elas trabalhariam nos servos. Quando Nitocris diz que as maçãs foram destruídas, considerando o tamanho das explosões das minas terrestres, Atalanta culpa os corredores pelo que aconteceu. Nitocris e Scheherazade tentam correr à frente, mas Atalanta os alcança facilmente a pé. Depois de ser derrotada por eles, ela diz que a fez para desempenhar seu papel. Ela admite que era um pouco demais esperar que eles acreditassem que uma gangue de bandidos eram seus filhos antes de desaparecer.
Fate/Apocrypha: Herança da Glória
Após a conclusão da Grande Guerra do Santo Graal, Darnic, ainda fundido com Vlad, permaneceu no Grande Graal. Ainda desejando adquirir o Graal, ele manifestou réplicas irracionais dos Servos participantes da guerra (exceto os Governantes) para lutar incessantemente em uma recriação da guerra dentro de uma recriação de Trifas. Eventualmente, Atalanta, Spartacus e Frankenstein atacam a Fortaleza Yggdmillenia, onde a festa de Ritsuka se baseia à noite. Eles derrotaram pelo grupo e desaparecem com a luz da manhã.
Devido à influência de Sieg, Atalanta, Spartacus e Frankenstein se manifestam na manhã seguinte. Aquiles pergunta a Atalanta se ela é a mesma que seu pai, Peleu, sempre falou. Ela percebe que ele é filho de Peleu, e lembra Peleu como o homem que ela jogou durante uma marcha de luta livre. Quíron entra na sala e pede ajuda para fazer armadilhas. Ele presume que ela seria mais adequada quando se trata de florestas. Atalanta aceita, mas ela se pergunta que dever, já que todos estão dentro do Graal. Quíron responde que é para proteger o Graal e diz que eles eram inimigos na realidade. Atalanta acha normal que os inimigos se tornem aliados; Aquiles diz que eles eram aliados como Servos de Vermelho. Ela está feliz por tê-lo como aliado, mas ressalta que o inimigo é instilado com a Divindade para negar sua imortalidade. Ela acha desagradável a perspectiva de potencialmente lutar contra si mesma mais tarde. Assim, ela pede a Aquiles para não arrastar "seu" corpo. Aquiles responde que ele não faria isso a menos que fosse um Berseker, ao qual Atalanta responde que ela estava brincando. Apesar de não ter nenhuma lembrança da Grande Guerra do Santo Graal, ela sente que ela e Aquiles tiveram muitas conversas. Aquiles responde que ele sempre quis conhecê-la desde que seu pai falou com carinho dela; Atalanta pede que ele pare de vergonha. Mais tarde, ela lança a catástrofe de Phoebus nas réplicas de Astolfo, Siegfried e Mordred atacando a fortaleza. A réplica Astolfo é capaz de evitá-la, no entanto, graças à capacidade de mudança de dimensão de Hippogriff. Então Atalanta decide que ela e Quíron continuarão atirando até que ele se materialize.
No dia seguinte, o grupo se une aos Astolfo, Siegfried e Mordred re-materializados. Durante uma reunião no jardim, é determinado que os Jardins Suspensos da Babilônia servem como base inimiga. Atalanta se pergunta se eles podem atacar os Jardins durante o dia em que Quíron diz que será defendido por doze Servos. Avicebron, no entanto, revela o golem que ele enviou para inspecioná-lo, conforme o pedido de Quíron, foi transportado para o exterior quando a noite chegou. Como não há alternativas, o grupo concorda com um ataque frontal. Enquanto os outros escolhem seus papéis para proteger Ritsuka e Sieg a caminho dos Jardins, Atalanta diz que ela apenas flecha quando perceber que Sieg sabe alguma coisa. Sieg lembra que ela usou um Noble Phantasm para voar durante a Grande Guerra do Santo Graal. Atalanta percebe que está falando sobre Agrius Metamorfose e lembra que é capaz de voar. Ela está convencida de que usou durante a Grande Guerra do Santo Graal e se pergunta se ela estava em uma situação tão desesperada para usá-lo. Ela decide usá-lo, mesmo que não seja para vôos prolongados. Ela diz a Spartacus que ele não pode se tornar um pássaro em uma única noite, quando diz que fará exatamente isso para chegar aos Jardins, dizendo que é ofensivo para os pássaros. Ela então sugere que ele use uma corda para subir ao jardim, o que ele aceita.
No dia seguinte ao ataque, o grupo come sanduíches de morango no jardim. Atalanta os acha doces e acredita que as crianças vão gostar. Ela irritantemente responde a Jack que o sangue e os morangos têm um gosto drasticamente diferente quando ela pergunta sobre isso. Quando Aquiles começa a exagerar as habilidades de Quíron, Atalanta pergunta se ele pode atirar a maçã em um magistrado do mal. Mais tarde naquela noite, o grupo começou a voar em direção aos Jardins. Atalanta encontra sua roupa enquanto Agrius Metamorphosis está ativo para ser um pouco arriscado, preferindo sua roupa regular. Ela decide lidar com isso de qualquer maneira, uma vez que lhe permite voar. Quando Quíron diz ao grupo para acreditar em sua própria sorte ao iniciar seu ataque, Atalanta interpreta mal quando ele diz a ela para desistir, já que sua sorte é muito baixa. O grupo finalmente descobriu a réplica dos Servos que os barravam e entrava nos Jardins. Eles derrotam Semiramis e Karna e os recrutam quando acordam na manhã seguinte. Eles são guiados por Semiramis para onde o inimigo reside, a câmara do Graal.
Na câmara do Graal, o grupo encontra Darnic, o cérebro por trás da Guerra do Grande Graal recriada. Sieg explica como Darnic se fundiu com seu Servo, a forma vampírica de Vlad através de um Feitiço de Comando, numa tentativa desesperada de retomar o Graal. Tornando-se um monstro além do de um vampiro, Darnic chegou perto de retomar o Graal até Shirou o destruir. Deveria ter terminado ali, já que um Servo deveria voltar para pura mana e retornar ao Grande Graal quando morressem. No entanto, isso nunca aconteceu porque Darnic era humano, e também porque Darnic prolongava a vida fundindo sua alma com a de uma criança. Como resultado desses fatores, Darnic não é um humano nem um Servo, ele é apenas um ser instintivamente buscando conceder seu desejo de adquirir o Graal. Sieg tenta convencê-lo a se render, dizendo que um Graal quebrado não pode alcançar a Raiz nem ativar a Terceira Magia. Darnic recusa e lembra ao grupo que ele já controla 87% do Graal. Ele declara que, enquanto ele possuir o Graal, nenhum grupo desaparecerá, mas eles desaparecerão quando ele se for. Ele então propõe usar o Graal para encarná-los, se eles concordarem em se juntar a ele. No entanto, todos eles recusam sua proposta por causa de seus próprios princípios como heróis. Atalanta diz a ele para obter sua própria vitória se não estiver satisfeito. Esperando que essa seja sua resposta, Darnic se conecta a uma réplica do Graal que emerge do Graal para o choque de Sieg. Ele então luta contra o grupo, fazendo com que a réplica do Graal gere continuamente réplicas de Servos. O grupo luta no começo, já que a réplica do Graal está usando suas afinidades de classe contra eles, então eles decidem fazer o mesmo. Atalanta questiona Mordred sobre a necessidade de orientação de Frankenstein, um Berserker. Mordred a chama de exibicionista em resposta, cujo choque faz com que Atalanta retorne ao seu eu original. Depois que a réplica do Graal é destruída, Darnic se recusa a desistir quando é atingido por Kazikli Bey do supostamente selado Vlad. Ao contrário dos outros, ele mantém suas memórias da Grande Guerra do Graal devido a Darnic se fundir com ele durante ela. Ele finalmente convence Darnic a aceitar que seu sonho quebrado nunca pode ser recuperado. Depois que Darnic e Vlad desapareceram, o grupo é teleportado de volta ao chão por Semiramis. Atalanta despediu-se dos outros, esperando vê-los novamente e desapareceu.
Interlude
Em seu primeiro interlúdio, Sorriso da Deusa, Atalanta viaja com Ritsuka e Mash para a ilha que eles conheceram durante a Singularidade de Okeanos para recuperar algo que ela deixou para trás. Lá, ela diz ao par que deixou uma estátua de Ártemis que ela fez à mão. Ela começa a liderá-los em direção a uma caverna do outro lado da floresta quando sente uma quimera. Depois de morto, o grupo entra na caverna. Atalanta diz a Ritsuka que um desejo egoísta do Graal não é exatamente o errado. Ela admite que também tem um desejo simples que sabe que nunca pode ser atendido, mas mesmo assim o persegue. Depois de matar mais monstesr, o grupo alcançou a estátua de Artemis. Atalanta expressa seu desdém geral por Orion quando Ritsuka sugere que ela faça uma estátua dele. Ela então pergunta a Mash se ela prefere se casar com Orion ou Jason, mas Mash não é capaz de responder como ela mesma. Artemis e Orion então chegam, e ela ataca o grupo pelo que Atalanta disse sobre Orion. Ela alerta Atlanta que não será mais abençoada por ela se vencer. Depois que ela é derrotada, Artemis e Orion vão embora. Atalanta então sugere que eles retornem à Caldéia com carne de Quimera ou pele de javali, mas Ritsuka silenciosamente rejeita os dois.
Em seu segundo interlúdio, London Child, Atalanta viaja para Londres com Ritsuka e Mash. Ela explica que ouviu Jack, o Estripador, manifestado lá. O grupo é então confrontado por Servos Sombrios. Depois de derrotá-los, eles finalmente encontram Jack. Atalanta diz a ela que nunca encontrará sua mãe, pois, mesmo que existisse, nunca a aceitaria como filha. Depois de derrotar Jack, ela confessa que queria salvá-la, apesar de estar sem dinheiro. Jack então desaparece e ela já foi salva. Atalanta adverte que Jack continuará se manifestando até que a história humana seja restaurada. Ela então afirma que seu desejo é salvar todas as crianças infelizes do mundo. Ritsuka acha que é um desejo difícil, ao qual Atalanta lhes agradece por não rirem dele. Ela percebe que é quase impossível, mas ainda quer persegui-lo.

Fate/strange Fake

Atalanta aparece brevemente quando Bazdilot Cordelion sonha com seu Servo, o passado do Arqueiro Verdadeiro. No sonho, quando o Argo navega pelo mar, Jason fala sobre seus objetivos para seu novo reino em Heracles, afirmando que ele se tornará o maior rei, que criará a melhor e mais justa nação, onde até alguém como Heracles pode viver sem se preocupar. . No fundo, as reações dos outros membros da equipe ao discurso de Jason foram variadas. Atalanta, descrita como uma arqueira com um ar bestial, olhou para Jason com suspeita. Quando Bazdilot conta seu sonho para True Archer, True Archer confirma que a mulher era Atalanta e que desdenhava Jason.
submitted by YatoToshiro to Fate_GensokyoBR [link] [comments]


2020.07.18 08:30 rafaspbarbie A AMANTE.

Oi genty, povo tudo vocês, Lubisco, gatitas, editores, turma, galero, convidado não por que né QUARENTENA, mds to nervouser. Essa história é a história de como eu virei a amante de um cara. Como é uma história anônima, vou mudar os nomes tudo. Se preparem pois ela é looooonga
Bom, em meados de 2016, tinha voltado a estudar na Tijolinhos (nome fictício de uma escola particular em Brotas-SP) depois de repetir de ano e tal. Lá conheci a Joséfa, que virou minha melhor amiga pra vida (ou não, né?), e desse rolê todo boa parte foi culpa dela (TÔ DE OLHO JOSÉFA). Um lindo dia na escola, tava eu lá, com vontade de fazer pipi, ou só me olhar no espelho pra ver o quão bonitona eu tava, e quando tava descendo eu vi ELE, Pablo, na sua escadinha de técnico de Wi-Fi, skksksksksks ele era lindimais (bom, eu achava né) e daí eu passei por ele, trocamos olhares bem calientes, mas ficou por isso.
Logo de noite ele me adicionou no SNAP, sim, snapchat. E trocamos muita ideia, ele era muito inteligente e a gente combinava em muitos aspectos, tava xonadinha. Depois de uns dias conversando com ele, o mesmo apareceu na escola de novo, E DAÍ QUE COMEÇA A MERDA. Estava sentada com Joséfa e comentei:
Na hora eu mandei mensagem pra ele falando um monte de coisa, que era um absurdo ele namorar e falar comigo daquela forma, insinuando coisas, falando pra gente ficar e tal e que eu seria só amiga dele a partir daquilo, AHAM.
Daí entra a parte importante da Joséfa na história. A doida nada mais nada menos me chamou pra fazer vôlei com ela, e eu fui, tinha dois horários, o das kids e dos adultos, íamos nos dois. Fomos no primeiro horário, e partimos pro segundo logo em seguida. Então tava eu lá, linda e plena mexendo no celular e daí a anta da Joséfa começa a dar risada olhando pra longe, eis que me vem à imagem de quem? PABLO. Ela já sabia que ele fazia vôlei, acho que ela queria ver o circo pegar fogo, MESMO. Ele me cumprimentou todo sem graça, mas sempre trocando olhares comigo do tipo "te quero" e eu me segurando pra não pular nele ali mesmo. A gente continuou conversando normalmente, mas havia um flerte sim, mesmo que muito inocente.
Mais pra frente, decidi chamar ele pra conversar, falar pra ele que eu estava gostando dele de verdade, combinamos de conversar depois do vôlei e ele me daria uma carona até a casa dele. A conversa foi basicamente os dois se olhando na maior vontade, eu falando que gosto dele, ele retribuindo, mas também falei que não faria nada em respeito a namorada, AHAM². Durante a conversa teve troca de carícias, muitos abraços, carinhos e olhos nos olhos. Quando íamos pro estacionamento pegar a moto dele, ele me levou para um canto escuro e tentou me beijar, mas dei um abraço porquê não tava me dando por vencida. Quando subimos na moto, ele me disse que ia passar na casa dele pra pegar o carro pois seria mais confortável pros dois (o que ia ser mais confortável hein, Sr. Pablo?!), mas que não era pra me preocupar pois não teria ninguém em casa... MAS TINHA! A família toda dele tava lá, mãe, padrasto, irmãos.. entrei lá com a maior vergonha, ainda tive que ouvir do irmão "quem é essa menina estranha?" Fui pro QUARTO dele, sentei lá na cama e fiquei um tempo ali absorvendo tudo, enquanto ouvia ele falando com a mãe sobre mim, "apenas uma amiga"... sei (foi exatamente o que a mãe dele disse, não tínhamos muita credibilidade). Fomos pra minha casa e ele tentou me beijar de novo, mas não rolou, ainda achava que não daria o gostinho pra ele.
Continuamos conversando e tendo uma relação bem inocente, e era muito bom, confesso. A gente ainda ia no vôlei, ele me dava caronas, era bem discreto e bom, como aqueles romances dos anos 50 que não havia nem beijo, o sentimento se mostrava em outras demonstrações, no carinho, no toque, nas conversas, nos olhares e era bem assim, me vendo por fora da cena, veria uma garota com cabelos aos ventos sorrindo na garupa de uma moto abraçada em um cara que a fizesse sentir o amor, o vento, borboletas no estômago uma primeira vez.
Eu, Joséfa e Pablo descobrimos que teria uma chuva de meteoros na madrugada de quarta pra quinta, nos animamos muito pra ir, mas no fim iria só eu e ele... era o que eu achava, né? (Só pra constar, não havíamos beijado ainda.) Bom, ele me buscou em casa, fomos pra casa dele buscar cobertores e nisso ele me deu uma camiseta (que eu tenho ate hoje) de unicórnio. Com isso ele me disse que umas pessoas iam junto, fiquei meio assim, mas se não tinha problema pra ele, por que teria pra mim? Só que essas pessoas eram o que? A FAMÍLIA DELE. Primos, tios, tia avó (que aliás, gostou muito de mim) muitos deles achavam que eu era a namorada dele mesmo, pois estávamos muito próximos já. Durante a chuva eu só conseguia olhar pra ele, muitas das vezes ele me fazia olhar pras estrelas (não é atoa que eu o chamo de "Sr. das estrelas"), esperando algum meteoro cair, mas eu não vi nenhum. Enquanto estávamos lá, com a família dele, a gente se acariciava, ele me dava selinhos e eu juro que podia ser só isso pro resto dos meus dias com ele, pra mim estava perfeito. Fomos embora, levamos um dos tios dele pra casa, nisso ele me pergunta se eu queria ir embora já, obviamente disse que não.
Fomos para uma parte onde dava pra olhar bem as estrelas, mas naquele dia eu tava cansada de olhar pra elas. Nós paramos o carro e, naquele momento tudo parecia em câmera lenta, de olhar um para o outro, como tirar o cinto e até na hora do (finalmente) beijo. Sim, naquele momento eu virei A Amante. O beijo foi incrível, tudo se encaixou, foi o melhor beijo da minha vida até hoje, tínhamos química, minha pele se arrepiava só dele me tocar, era tudo como um conto de fadas, só que sem a parte do príncipe encantado.
Eu vivia com ele, vivia na casa dele, assistimos vários filmes, passamos por lugares incríveis, daqueles que faziam a gente suspirar e não querer parar de olhar. Cada vez mais eu me apaixonava, ele me fez sentir coisas que eu nunca senti, me fez ver coisas que eu nunca vi, me fez me maravilhar com as coisas simples, como estrelas. Mas eu sempre ouvia dele que ele sempre era o coitado, de como a Jurema (a tal da namorada) era ruim com ele, das vezes que ela traiu ele, das vezes que ela o tratou mal, mas mal sabia Jurema o que ele fazia também, mal sabia ela o quanto eu me sentia mal por isso. Sempre coloquei na minha cabeça que não tinha motivos para trair, mas que eu me conformei com a situação, achei que, dessa vez, tava tudo bem, até porquê eu tinha ele, né?
Como o tempo, tudo se passava, ele me fazia promessas, me prometia terminar com Jurema, que seríamos felizes, ja estava enjoada de ser rotulada como A Amante, não só por mim, mas por ele, por Joséfa também (que passou vários momentos de vela entre eu e Pablo). Numa dessas fui até na casa da avó dele, joguei truco com sua família, beijei ele na frente deles, (um deles lembra de mim até hoje, fala comigo como se eu fosse a ex oficial dele kkkk). Numa outra saímos com um dos seus amigos, nesse dia descobri que a nossa música era aquela lá, a tal da Cataflor do Tiago Iorc, aquela que toda vez que ouço lembro do dia em que eu ouvi pela primeira vez. Esse tal dia estávamos eu e Pablo em sua casa quando ele recebe uma ligação do seu amigo falando que ele queria vê-lo, Pablo falou que estava com uma "amiga" e esse amigo, o Gerson, disse que tudo bem eu ir junto. Entramos no carro, cumprimentei ele, e logo ligamos o som do carro ouvindo Tiago Iorc num tom bem doce, todos cantando e, no momento que esta começou a tocar, ele segurou a minha mão e disse:
-Ok.
Nisso começa a letra, não era atoa que eu me apaixonei, um cara que disse que me daria todas as flores no mundo mas que nenhuma delas chegava a ter a beleza que eu tinha, que a natureza tentou imitar 'tamanha' beleza mas que falhou, pois não tinha como ter algo tão bonito quanto. Como eu não me apaixonaria? Eu também não sei responder essa.
Logo após um tempo, comecei a cobrar o término dele e ele sempre me dizia que era muito difícil, pois era um relacionamento muito longo (3 anos). Pois bem, um mês depois disso ele terminou, viajou pra cidade dos primos dele, foi em várias festas, beijou várias meninas e depois que voltou, me buscou em casa, fomos pra um dos "nossos" lugares, ele sentou comigo e me contou tudo, das meninas, de quem ele teria ficado, como que ele estava amando ser solteiro e tudo mais. A ficha não tinha caído, ele realmente estava solteiro, não devia mais nada à ex, mas ao mesmo tempo parecia que ele não devia nada à mim também, que o cara que falava aquelas coisas, me fazia sentir aquelas coisas e falava que era apaixonado por mim havia sumido junto com o término dele. E. ISSO. DOEU. MUITO. Ficamos naquele dia, mas eu fiquei extremamente desconfortável, cheguei em casa e chorei por horas, do tipo "será que aquele cara nunca existiu?". Nos afastamos cada vez mais, e cada dia que passava a única oportunidade de ver ele, eu não via.
Teve uma festa, a Semáforo, foram todos meus amigos, me diverti pra caralho, dancei por bosta e por fim, ele estava lá, fiquei com ele várias vezes, fiquei com a Joséfa também (pela primeira vez), demos um beijo triplo, ficamos por maior tempão juntos, até subi no colo dele quando ele tava deitado no sofá kkkk, hoje em dia isso é de boas, mas na época muita gente me julgou. Depois disso nos afastamos de vez.
Umas semanas depois, estava na aula de artes, (na qual a professora era madrasta do Pablo) quando a professora diz:
Olhei pra Joséfa na hora e fiquei muda, aquilo partiu mais ainda meu coraçãozinho. Mas o que não era pra ser, não ia ser, não é?
Bom, gente, essa foi a minha história. O Pablo continua com a Múmia, mas não adianta ter uma aliança no dedo DE NOVO, e ainda olhar pra mim com a mesma cara de apaixonado de antes, vir me seguir nas redes e ainda dar em cima de mim, TÁ PABLO??? VÊ SE APRENDE A RESPEITAR A SUA MULHER, BEIJOS.
Um beijo no core de vocês, espero que tenham gostado, xau.
submitted by rafaspbarbie to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.05 10:21 gf_rdp Minha vida está na mão de imbecis.

Desculpa pelo post, desculpa pela agressividade, porém eu não aguento mais. Eu preciso conversar com alguém, nem que sejam apenas palavras em uma mídia social.
Um pouco de background. Tenho 18 anos, moro com minha mãe, meus avós e minha prima. Não quero passar como arrogante ou moralmente superior, porém eles são o que são, completos imbecis. Minha família sempre foi totalmente desligada de ciência, estudos, vida acadêmica, etc, preferindo ficar do lado da televisão, religião e teorias da conspiração. Graças a alguém desde cedo e sempre gostei de ler e acho que isso foi o principal responsável por me introduzir um pensamento científico. Nunca vi nenhum deles pegar em um livro, sempre fui ridicularizado por gostar desse tipo de coisa.
O começo da quarentena já mostrou como a luta iria ser difícil, a família se mostrou totalmente contra máscaras e quarentena, chamando isso de "ditadura" (adivinha que elogia a real ditadura), sendo assim o desgaste necessário para manter esses desgraçados em casa foi insano. Além de ter que ficar policiando eles 24 horas por dia, tenho que aguentar as incontáveis discussões, faltas de respeito, ofensas por ficar "contra a própria família".
Meu Avô foi na Caixa 2 vezes essa semana (semana passada), foi na feira comprar fruta uma vez, foi no atacadão uma vez, foi comer no Subway, e comprar e tomar cerveja conversando no mercado. Quando tentei argumentar com ele, ele ameaçou quebrar minha cara e me chamou de viadinho. Minha mãe só consegue defende-lo, também sai inúmeras vezes com suas Amigas para cá e lá, e fica puta quando chamo sua atenção.
Antes que você crie uma ideia errada sobre mim, achando que eu faço de tudo pra proteger ele, saiba que é o contrário, eu quero que ele se foda. Meu avô é talvez a pior pessoa que eu conheço. Ele se orgulha de ter sido torturador durante a ditadura (até guarda lembranças dos "subversivos"), é agressivo e abusivo com minha vó (um doce de pessoa que foi condicionada por uma família escrota a aceitar esse tipo de atitude), nos afastou de todo o resto de nossa família por conta de brigas idiotas, abusou psicologicanente da minha mãe a ponto dela desistir da careira Dela pra cuidar dele, repetidas vezes agrediu minha cadela a ponto de eu ter que doar ela (te amo, Amora) etc. Não me julguem, porém se ele morresse hoje eu tenho certeza que não choraria, porém não posso garantir que não ficaria feliz.
Todos os dias é uma luta, eu já acordo deprimido, sabendo que o dia vai ser desgastante e que minha família Vai se afastar um pouco mais de mim. Eu não aguento mais essa merda toda. Eu tenho diversos problemas de pulmão, fumei e fui viciado em maconha por quase todos os dias durante mais de um ano (16-17), tenho cicatrizes no tecido pulmonar e função pulmonar reduzida. Eu moro no DF, estado onde o governador disse que iria tratar o COVID como gripe, que não iria comprar respiradores (mesmo já estándo com 90% dos leitos ocupados) e ao mesmo tempo está sendo investigado por corrupção (quem diria). Devido minha condição financeira eu não sei se vai dar pra pagar um tratamento particular, eu já consegui juntar 600 reais desde o começo da quarentena, mas isso é longe do necessário.
Só agora eu percebi o quanto o desespero pode mudar uma pessoa. Sou ateu desde os 12 anos, quando comecei a ler Sagan, porém me peguei algumas vezes tentando me comunicar com algo superior, não sei até que ponto isso é fé ou só necessidade de conversar com alguém.
Eu cheguei a um ponto que eu simplismente desisti. Eu aceitei que nunca vou ter uma família, que nunca vou ter uma namorada, que nunca vou ter amigos do peito, que nunca vou conquistar algo na minha vida, que nunca vou mudar o mundo para melhor, que nunca vou ser lembrado por algo, que nunca vou viver um romance, que nunca irei encher alguém que me ama de orgulho. Eu passo o dia deitado na cama, fantasiando como seria bom se eu tivesse uma família, mulher e filhos que me amassem e me respeitassem como igual. Passo o dia pensando em todas as meninas que eu me apaixonei platonicamente e que nem vão se lembrar do meu rosto quando eu morrer, eu fico imaginando como seria se nós nos apaixonássemos e vivessemos uma vida linda, eu penso no tanto que eu poderia aprender com elas e elas comigo. Eu sei que é brega (e coisa de "viadinho", de acordo com o filho da puta), mas isso me ajuda a lidar com a situação. Pelo menos eu tenho um alívio momentâneo de toda essa merda. Reparem que eu disse momentâneo, pois quando eu percebo que todas essas lindas ideias nunca irão acontecer, tenho vontade de morrer.
É engraçado, eu arrumei um jeito de me enfiar em uma depressão fudida nos últimos 2 anos (a maconha com certeza foi um fator), ela estava melhorando antes da quarentena, porém eu me lembro de várias vezes ao dia pensar o quanto eu queria morrer, ficar imaginando se as pessoas sentiriam minha falta ou se sentiriam culpadas quando eu explodisse minha cara. Agora, quando eu estou a beira de uma doença mortal, eu não consigo parar de me agarrar a vida. A natureza humana é curiosa.
Hoje eu tive um pesadelo, eu sonhei que estava andando de carro com meu avô, e quando estávamos entrando na rua passou um carro do nosso lado com um homem de meia idade tossindo muito, meu vô desacelerou e ficamos um tempo com os carros lado a lado enquanto ele tossia. Nesse momento eu fiquei desesperado e sabia que tinha pego o Covid, a parte mais estranha do sonho é que meu vô pareceu se sentir culpado. Agora eu acordei, 4 da manhã, suando frio, e percebi que as luzes do quintal estavam acessas e que o carro da minha prima não estava aqui, perguntei para ela onde ela tinha Ido e a maldita está em uma festa de música eletrônica. Isso mesmo, querido amigo, minha priminha foi para o RAVE, enquanto eu estou a quatro meses dentro de casa para protege-la.
Eu tenho muitos arrependimentos, mas nenhum deles chega perto de se comparar com o maior de todos. Quer saber o que é? Ser tímido. De todas a s merdas que eu já me meti, a que mais me arrependo é ser tímido. Talvez se eu tivesse sido popular, tivesse sido esportista, tivesse sido engraçado e prazerosos de se estar perto, talvez eu teria aproveitado minha vida até aqui, talvez eu tivesse amigos que me amassem e se importassem comigo, talvez eu tivesse vivido um amor. Meu aniversário passou a alguns meses, e ninguém lembrou... Nem umzinho parabéns... Nada... Os únicos que lembraram foram os da minha casa, após minha mãe convenientemente lembra-los durante o café da manhã. Isso me deixou completamente fudido, dói até hoje... Se eu tivesse que fazer tudo diferente eu teria feito. Não teria passado os últimos dois anos enfurnado dentro do quarto, fumando maconha para me imaginar como grande, para esquecer o quanto eu me odeio e me envergonho de mim mesmo toda vez que eu boto o pé para fora de casa. Esses dias eu sonhei com uma menina chamada Isabelle, foi um lindo sonho, porém quando acordei a realização de que foi tudo Fantasia foi a pior de todas, desde então prefiro ter pesadelos, é melhor acordar e perceber que nada foi real.
Sinceramente, eu só queria alguém para conversar (sem propostas, gente), alguém para poder abrir meu coração e falar como me sinto e me senti nos últimos anos, alguém que possa eu possa olhar nos olhos e saber que Ali existe amor e compaixão...
Se eu for infectado eu posto uma atualização, se eu sobreviver também. Desculpem pelo desabafo adolescente, porém essa horinha que eu tirei para escrever, ajudou a me acalmar. Cuidem da família de vocês, gente. Por pior que eles sejam, eles podem ser tudo que vocês tem, obrigado pela atenção.
submitted by gf_rdp to brasil [link] [comments]


2020.07.03 22:42 fazumquibi QUANDO FUI ASSEDIADA PELO NAMORADO DA MINHA AMIGA NO ÔNIBUS A CAMINHO DA FACULDADE

Olá Luba, espero que esteja tudo bem contigo, olá editores espero que estejam bem, olá gatas, resto de papelões, microfone, porta e computador, começo perdido perdão pelos erros de português. Em 2019 eu com meus 17 anos estava iniciando minha jornada na faculdade, escolhi fisioterapia, eu queria que minha amiga fosse no ônibus comigo e me levasse até minha sala, sim sou insegura a esse nível, acabou que o namorado dela pegaria o mesmo ônibus que o meu, semanas se passaram e ele ia sentado ao meu lado, sem conversar, cada um ouvindo música em seu fone, até que um dia ele me perguntou se eu via animes e eu falei sobre attack on titan e outros animes que já vi, ele começou a conversar comigo sobre animes, jogos de computador, sobre os vídeos do Luba e outros youtubers, eu via os vídeos do Luba no ônibus, um dia ele me pediu se poderia ver comigo, eu me odeie por não dizer não, mas eu não consigo dizer não para as pessoas, ele passou a me comprar doces (ele trabalha em uma loja de doces), eu tentava negar mas ele dizia que eu iria sentir fome durante as aulas e colocava o doce na minha mão, o mesmo contava tudo da vida dele e da namorada, que iriam se casar e essas coisas, uns meses depois, estávamos ele e eu indo para a faculdade como sempre, mas eu estava ouvindo música e ele sem fazer nada, mas ele simplesmente passou a perna por cima da minha, eu me senti horrível com isso, mas ele ainda teve a audácia de passar a mão na minha coxa, eu quis chorar nessa hora, ele chegou perto do meu ouvido e disse " esse é nosso segredinho tá?", bom depois disso fui para a sala e digitei no celular o que aconteceu para a minha amiga, quando ela chegou mostrei pra ela e comecei a chorar, logo depois liguei para minha mãe e meu pai foi na faculdade me buscar depois da aula, o assediador me ligou perguntando se eu não ia no ônibus e eu só desliguei na cara dele, em casa eu chorei demais, não consegui dormir, fiquei acordada a madrugada inteira, peguei meu celular e fui no chat com a Bars ( a namorada do babaca lá), disse tudo o que tinha para falar, ela me perguntou várias coisas e depois não me respondeu mais, um tempo depois me mandou uma mensagem de que não queria me encontrar na faculdade pois quando ela estava brava ela vira outra pessoa, minha mãe entendeu essa mensagem como uma ameaça e perguntou se eu não queria ficar em casa, mas eu fui pois tinha matéria importante, nesse dia na facul eu esperei minha amiga no portão e graças a Deus não encontrei com a maluca possuída, eu esqueci desse assunto e tentei não me culpar, eu nunca quis que isso acontecesse, somente tinha feito um amigo no ônibus, mas ele queria algo a mais aquele nojento, nesse ano em fevereiro eu comecei a fazer aula de Zumba e a Bars também, ela começou a falar comigo e eu tentei esquecer que ela me ameaçou, mas ela não parecia ter engolido aquele assunto já que queria que eu fosse até sua casa conversar com seus pais porque segundo ela, os seus pais não gostam de mim pelo que "eu" fiz, eu só disse que não tinha nada para falar sobre aquilo e ela parou de falar comigo, a mais ou menos dois meses atrás uma amiga dela que é minha amiga também me disse que eles terminaram o namoro, segundo uma prima do namorado assediador, ele era muito safado para o lado das meninas e tinha fama de pegador, não se como pq ele era bem feio, para ser galã e pegador no mínimo precisa ser o Luba, enfim essa foi minha história, não me sinto mais mal por isso, mas gostaria da sua opinião sobre Lubisco, te amo, amo os editores, que Deus abençoe as suas gatas e todos vocês <3
submitted by fazumquibi to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.03 04:53 rhaissabaruc O DIA QUE A NAMORADA DO MEU IRMÃO ME FEZ ENTRAR EM TRABALHO DE PARTO ANTECIPADO DE RAIVA!!!!!!A história é longa mas vale muito a pena.

É o seguinte turma, só para contextualizar, meu irmão mais velho namorava essa menina a uns 6 anos na época. Eu e ela nunca nos demos bem pelo motivo de ela ser uma namorada completamente manipuladora e toxica no sentido físico, psicológico e financeiro, uma parasita em níveis que o próprio Alien teria inveja. Meu irmão é um técnico de enfermagem muito doce e inteligente, o que piora tudo pois eu sei o potencial que ele tem, e essa garota o esta empacando na vida, pois ele tem sérios problemas de autoestima e acha que se largar ela, ele não vai mais arranjar ninguém.
Pois bem, eu estava noiva (tinha 24 anos na época, sim tem tempo) e planejando o casamento, o que aconteceu foi que eu descobri que estava gravida (em um carnaval bem louco mais essa é outra história), então eu decidi adiar a cerimônia do casamento pois não queria casar com a barriga grande, então adiamos um ano a data do casamento, a bendita ceifadora de vidas estava convidada até aquele momento, mesmo não gostando dela eu suportava porque meu irmão tinha 28 anos e eu deveria respeitar a decisão dele. Ela morava longe, por isso sempre ia almoçar na nossa casa, que era relativamente próximo da faculdade dela. Neste fatídico dia em questão que ficaram conhecidos na minha família como o dia que a “Pôia” (forma carinhosa que eu a chamava) surtou pela primeira vez, chegou em nossa casa e eu estava com 8 meses de gestação, era uma segunda feira e eu estava fazendo um bolo de chocolate para o meu irmão mais novo. Pois bem, ela chegou, almoçou e perguntou para o meu irmão (seu namorado) se não íamos cortar o bolo. Eu ouvi e disse: - “O bolo é para o “Pedro”. Na hora eu vi que ela não gostou, mas não me importei e continuei a fazer o que eu estava. Depois de alguns minutos eu ouço o peixe-bolha das profundezas do tártaro gritando com o meu irmão mais velho, eu vou até a sala e eu digo: “ Olha aqui garota, o bolo é meu, se eu quiser eu taco ele na parede e não te dou”. Volto para o meu quarto, e ouço ela berrar e sair cantando pneu pela rua. O que eu só fui saber mais tarde foi que, ela e meu irmão mais velho foram buscar a senhora diva da casa, minha mãe e essa garota fez um drama enorme para minha mãe ao ponto de chorar e dizer que eu a humilhei e ameacei tacar o bolo na cara dela. Quando minha mãe chega em casa, vem falar comigo e é aí que o bicho pegou, pois seria algo fácil de ser resolver certo? Mas eu estava gravida. Com os hormônios frenéticos em cada célula do meu lindo corpo de gestante. Resultado? Eu briguei com o meu irmão, que brigou comigo, que fez minha mãe brigar com nos dois e meu pai chegou e brigou com nós 3. Quase não dormi aquela noite e tanta raiva, minha bolsa estourou no dia seguinte pela manhã, entrei em trabalho de parto 15 dias antes e segundo a minha médica, sim foi o estresse pois a minha pressão estava muito alta. No dia que eu voltei para a casa do hospital com minha filha recém-nascida, esse filhote de cruz credo com rato-toupeira-pelado teve a audácia de entrar no meu quarto com a mãe dela, sem bater em quanto eu amamentava. Eu fui logo levantando e mandando aos berros que ela saísse, no final eu entreguei minha filha para o meu agora marido e expulsei ela e a mãe dela do quarto pelo braço, falei tudo o que estava instalado, inclusive das vezes que ela bateu no meu irmão, fez chantagem emocional para ele comprar coisas para ela, fez ele fazer trabalhos da faculdade dela, maltratou minha mãe e o melhor falei de todas as traições dela. Ela ficou roxa de tanta vergonha por eu expor ela na frente da mãe dela e do meus pais e a cereja do bolo de merda foi ela peidar, sim ela liberou gases pelo seu orifício anal, na frente de todo mundo na bela sala de estar da minha mãe. E não foi um peido simples e discreto, foi daqueles graves e molhados. A situação foi tão bizarra que ninguém riu, só ficamos lá olhando para ela até que a mãe dela disse: “ (falou o nome da cara da forma de fazer o capeta), você quer ir no banheiro?”. Minha mãe já emendou falando que ela e a mãe deveriam ir embora. Eu me casei alguns meses depois ao ocorrido e meu irmão só foi para a cerimônia, não foi para a festa. Infelizmente meu irmão ainda está com esse elefante-marinho do Sul até hoje, mas eu nunca mais a vi, já que ela está banida da casa dos meus pais. Fim!
submitted by rhaissabaruc to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.21 18:26 JaoEvJoo Ainda te amo?

Olá, turma/chat/nãosei!Essa história é longa e é uma história de amor e uma saída do armário.Antes de eu começar é bom que vocês já saibam de algumas coisas:eu sou um garoto bissexual, tenho 16 anos porém tudo se passou quando eu tinha 15, o início se passou em Novembro de 2019 numa época que eu ainda não era assumido para meus pais.
Como já disse anteriormente, tudo se iniciou em novembro de 2019. Num dia em que aconteceria um evento geek promovido por um escola particular aqui da minha cidade. A inscrição era gratuita, então eu fui junto à uma amiga que irei chamar de "Farls" e lá nos encontramos com o restante de nossos amigos. Como estávamos em muitos, acabamos que nos dividimos em alguns grupos menores, mas isso é irrelevante.
Assim que eu me encontrei com uma outra amiga que vou chamá-la de "Kerls", percebi que ela estava acompanhada de mais 2 garotos que eu não conhecia. Nos cumprimentamos e ela nos apresentou. Um se chamava Paulo e o outro Carlos (obs: são nomes fictícios) eu e o Paulo trocamos aqueles olhares profundos e rolou uma certa química ali. Logo após, a Kerls disse-me que os dois também eram bissexuais. Porém, o Carlos que me chamou para conversar dizendo que me conhecia de uma antiga escola que eu havia estudado no ano de 2018. Eu não conseguia me lembrar dele até porque minha atenção estava completamente voltada ao Paulo. Depois de uns 5 minutos de conversa, Kerls e os dois meninos foram passear.
Eu comentei com Farls que tinha achado o Paulo extremamente bonito e nós ficamos papeando sobre ele. Depois de um tempo, quase no final da tarde, eu recebo uma mensagem de voz de um número não salvo. Rapidamente, fui ver do que se tratava e para minha surpresa o número era do Paulo, eu soube pois olhei a foto de perfil e o reconheci. Então, eu escutei o áudio e não era ele, e sim a Kerls nos chamando para ir para um parque que havia lá perto. Disse que nós não podíamos ir pois meus pais já estavam quase indo nos buscar. Após isso, Farls pegou meu telefone e enviou um outro áudio redirecionado à Paulo, dizendo que eu queria ter ficado com ele. Eu autorizei meio relutante pois queria saber no que isso poderia dar.
Depois de umas horas, quando eu já estava em casa, eu recebo uma mensagem de Paulo dizendo que eu poderia ter falado com ele caso eu quisesse ter ficado. Após isso, iniciamos uma conversa que teve horas de duração sobre vários diversos assuntos. Mas um deles me deixou um pouco cabisbaixo, ele me disse que tinha ficado com a Kerls e que ela era uma menina extremamente bonita e que estava bem afim dela. Eu disse que realmente era verdade, que ela era uma menina incrível, simpática e etc...
No dia seguinte eu tinha aula (o evento aconteceu num domingo). Eu fui à escola e lá me encontrei com Kerls. Nós ficamos falando sobre o Paulo e ela me disse que tinha ficado com ele, que ele era incrivelmente fofo e até mesmo que ela tinha dormido no colo dele no caminho de volta para casa no ônibus. Então como um bom amigo de Kerls e um bom recém-amigo de Paulo, resolvi tentar juntar os dois visto que aparentemente eles se faziam bem.
No dia seguinte a isto, conversando com Paulo, ele me diz que ele e Kerls estavam conversando bastante e se aprofundando muito num possível relacionamento. Fiquei feliz por eles e os fui incentivando.No mesmo dia à noite, chamei Paulo para ir à academia junto a mim e a um outro amigo que vou chamar de Pedro. (eu o chamei para ir fazer uma aula experimental.) Ele foi e lá nós conversamos bastante. Assim que finalizamos o treino ele me disse que morava um pouco longe da academia e que o pai dele havia saído após ter levado ele e não podia o buscar naquele momento. Então eu os chamei para vir para minha casa para esperar o pai dele em maior segurança. Ele veio e nós três conversamos bastante e falamos sobre diversos assuntos, um deles muito triste, ele me disse que tinha e estava passando por uma depressão terrível, que há pouco tempo teve que ficar internado por 6 meses após uma tentativa de suicídio. E que mesmo que havia pouco tempo desde que nos conhecemos, nossa amizade o estava fazendo muito bem. Poxa, eu fiquei extremamente abalado e feliz ao mesmo tempo por eu estar fazendo bem à alguém. Depois de um tempo o pai dele o buscou e ele me mandou uma mensagem muito fofa agradecendo pelo dia que tinha sido muito bom.
Depois de vários dias indo à academia conosco e logo após sempre vindo à minha casa nós criamos um laço de amizade muito forte. Até que um dia, a Kerls volta com o ex e deixa o Paulo de lado, assim o deixando arrasado, por mais que eles não tinham nada de mais, aquilo o deixou muito mal. Então, eu o fui consolar por mensagem e depois de uma grande conversa ele me disse que nem tinha criado muitos sentimentos por ter sido algo muito momentâneo e rápido. Eu insisti perguntando se tinha sido isso mesmo e perguntando se ele realmente estava bem com tudo isso. Ele me disse que sim e como uma prova de que não havia tido tais sentimentos com ela, ele ficaria comigo até porque ele já estava afim antes.Eu fiquei bem feliz com isso e logo topei. Nós marcamos de nos encontrar num evento de final de ano que teria na minha escola para a comunidade.O evento aconteceria à noite e lá nos encontramos. Assistimos as apresentações e resolvemos sair de lá. Fomos para a porta da escola e lá estava cheio de gente, então decidimos descer a rua para ali ficarmos. E lá rolou um beijo incrível na porta de uma igreja católica. (Minha escola fica de frente a esta igreja)
Depois de um bom tempo nisso, de ir à academia juntos, depois para minha casa, minha mãe começou a estranhar bastante o nosso relacionamento. E por vir de uma família extremamente tradicional e conservadora, ela criou um preconceito em cima dele. Mais pelo jeito dele e de como estávamos. (ele usava uns brincos e um piercing) (hoje em dia eu também uso brinco)
Mas teve um dia que foi a gota d'água para ela. Ela sofre de vários problemas de saúde e alguns transtornos psicológicos.Nós combinamos de ir à praça após a academia para relaxarmos e ficarmos de boa juntos. Como eu fazia academia à noite por estudar em período integral e nesse dia meu amigo Pedro não ter ido comigo por estar cansado, ela resolveu ir me buscar para eu não voltar para casa sozinho. Porém, quando ela me ligou dizendo que estava indo me buscar, eu já não estava mais na academia . E como a praça que fomos é relativamente longe, tive que voltar correndo para a academia. Mas já não daria mais tempo. Minha mãe foi à academia e perguntou ao meu treinador onde é que eu estava e ele disse que eu já tinha saído há um bom tempo e que estava acompanhado. Ela me ligou desesperada perguntando onde é que eu estava e com quem (Voltando a falar sobre seus problemas psicológicos, vale eu falar que ela é super protetora devido a ela já ter perdido um filho recém-nascido).Eu não queria dizer que eu estava com o Paulo pois ela já não estava gostando muito dele. Mas ela acabou que nos encontrou e surtou. Ela disse que eu não deveria ter feito isso com ela, que eu sabia de todos os problemas que ela tem.Ele foi embora e eu voltei para casa com ela falando muito, falando que eu poderia ter matado ela e várias outras coisas. (Inclusive este era um dos motivos de eu não me assumir à ela. Meu pai já é mais tranquilo, minha família paterna já é mais liberal e mente aberta. Inclusive minha avó é escritora, vale ressaltar pois eu tenho muito orgulho dela.) Após isso, mandei várias mensagens à ele pedindo desculpas pelo que tinha acontecido, ele disse que eu não precisava me preocupar pois não era culpa minha e que quem o devia desculpas era minha mãe, pois ela o insultou um pouco dizendo que desde que ele apareceu na minha vida eu tinha me tornado um mentiroso e tudo mais. (Nisso, já era dezembro)
Logo após tudo isso, nossa relação ficou um pouco estranha (o que já era de se esperar) nós não conversávamos mais direito, minha mãe me PROIBIU de ir à academia, ela não queria mais que ele viesse aqui para casa e nem que tivéssemos mais contato. Foi tudo péssimo.E no dia 06 de dezembro pela manhã, eu recebo uma notícia desesperadora, ele havia cortado o pulso e estava no hospital, mas seu quadro não era grave e ele estava fora de risco, mas mesmo assim, obviamente, eu fiquei desesperado. Arrumei uma forma de conseguir o número da mãe dele e nós conversamos mas não entramos no assunto "nós".
Após alguns dias internado e eu já estar tendo contato com ele pois ele estava com o telefone, ele teve alta. Mas mesmo assim, não estávamos conversando direito. Tentamos marcar algumas coisas mas tudo sem êxito.Eu sei que não estávamos conversando direito por uma grande parcela de culpa minha, pois eu estava desesperado com tudo, minha cabeça estava cheia e eu só queria saber de dormir para que todo aquele momento conturbado passasse logo. Eu estava me sentindo pressionado por alguns outros motivos pessoais que prefiro não citar e também pelo fato de eu querer me assumir mas não saber como (ele sempre me incentivou mas disse que eu deveria fazer no meu tempo, mas quanto antes, seria melhor.)
Enfim, após tudo isso, o ano virou! e entra o ano da decadência em aspectos gerais 2020.Logo no começo, nós estávamos dispostos a resolver este conflito que minha mãe tinha com ele. Eu fui lá conversar com ela perguntando os motivos e gravando tudo para enviar para ele. Pasmem, gravei uma sequência de áudios que juntos formaram mais de 40min. Mas o que discutimos foram várias coisas, inclusive sobre a sexualidade dele e o pensamento que ela tinha que envolvia questões religiosas que vocês já devem imaginar quais foram as ideias apresentadas por ela.Enfim, nós já estávamos discutindo bastante há até um tempinho desde o áudio, sobre sexualidade em geral. Ela sempre dizendo que "DeUs CrIoU o HoMi e A mUiÉ".
Depois de ter ouvido tudo, ele me enviou uma mensagem que me arrasou. Ele disse que preferia se afastar por mais que doesse, pois ele não queria causar mais nenhum problema e discussões entre eu e minha mãe. Eu fiquei desesperado, mas mesmo assim pouco insisti para ele não ir. Eu estava com a cabeça muito cheia e extremamente estressado com tudo. Isso que me machuca, eu deveria ter feito mais?
Mesmo hoje, após 6 meses que não nos falamos mais, eu ainda sinto um carinho enorme por ele e sinto que eu deveria ter feito mais por ele. Eu fiquei muito dividido. Eu até tive algumas tentativas de reaproximação, porém ele acha que é melhor assim para nós dois.
Em fevereiro desse ano, eu finalmente saí do armário, e isso foi bem graças à ele, pois mesmo que não tínhamos contato mais, ele ainda era uma fonte de forças para isso.Até hoje minha mãe não entende muito bem e apenas finge que nada aconteceu. Eu contei aos meus pais que eu tinha ficado com ele e ela ficou bem puta, disse que eu tinha traído a confiança dela em mim.Hoje, a poeira abaixou, ela ainda não aceita mas respeita. Ela inclusive foi comigo colocar o meu brinco. (Um avanço para ela)Eu não quero colocar minha mãe como a malvada, ela é muito doce e amorosa. Porém, por ter vindo de uma família tradicional e conservadora, ela ainda tem a mente fechada perante a estes assuntos.
Como disse, ainda sinto um carinho enorme por ele e sinto ainda que eu deveria ter feito mais por ele. Mas eu tinha ficado muito dividido e hoje sinto imensamente a falta dele. Não é falta de tentativa de contato, ele inclusive tinha me dito que por mais que também sentisse um carinho por mim, ele preferia apagar essa parte que foi um período dolorido de sua vida. E esse também é um dos motivos de eu não insistir mais, não quero que ele volte a pensar neste período difícil e sombrio de sua vida.Hoje, por informações de terceiros, sei que graças à Deus ele está muito bem e que seu novo tratamento está dando muito resultado. Fico muito feliz por isso e o agradeço por tudo, cada momento com ele foi muito especial para mim, e por mais que tenha sido por um período de tempo razoavelmente curto, me marcou bastante e eu com certeza o levarei para o resto de minha vida.
É isto, turma! Agradeço imensamente quem teve paciência de ler até aqui. Levei um pouco mais de 3 horas escrevendo, relembrando, bateu aquela nostalgia de algo que não voltará mais, mas que foi algo bom e muito especial, vivência e uma história para contar aqui para vocês.
submitted by JaoEvJoo to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.06 07:10 SrJasper Primeira história lubisco, n sabia se devia contar ou n, mas lá vai

Olá Luba, editores, gatas e todo mundo que está lendo/ouvindo isso. Vou contar sobre um episódio da minha que eu chamo carinhosamente de: Vingança é um prato realmente saboroso. Por sinal, essa história é uma Am I the Asshole? Minha historia começa cmg no 1º ano do EM, quando eu tinha meus 16 anos, eu tinha um grupinho de amigos bem seleto, eu costumo ser muito reservado, dentre eles, dois amigos eram: Nicolas, um amigo que eu tinha desde de que eu tinha uns 8 anos; Nicole, uma amiga que eu conheci no 1º ano, ela era uma menina muito bonita e “dava em cima” de mim (pelo menos era oq ela me dizia, na minha cabeça, não tinha nada de diferente do tratamento dela para comigo doq o tratamento dela para com outras pessoas, mas td bem tb) O meu grupinho era formado por umas 7 pessoas, sendo que todas foram sendo add por mim, pelo Nicolas e por João meu 3º amigo (que sempre foi e sempre será meu melhor amigo), nós 3 eramos amigos desde o prézinho. João adicionou um garoto chamado Gabriel lá pelo 8º ano do EF, e ele e Nicolas add 3 meninas ao grupo, sendo uma delas, Nicole. No 1º ano, todas as 3 meninas queriam ficar com o Nicolas, que é muito bonito, para minha infelicidade. No 3º ano, eu percebi que Nicole, que sempre foi a mais bonita do grupo e que eu até que teria uma quedinha anos antes se eu me preocupasse cm isso, estava dando em cima de mim em particular. Ela queria voltar da escola sozinha cmg, ela ficava tentando puxar assunto no wpp, ela me chamava para ir na casa dela, e td mais. Ela tava tentando tanto que até um cara lerdo como eu percebeu. Então eventualmente, nós ficamos, e começamos a namorar. Por sinal, Nicolas ficou com uma menina do nosso gp tb e já tinha ficado com Nicole, mas n liguei muito pra isso. Durante 1 ano e meio, a minha vida namorando Nicole era um sonho, ela era bonita, atenciosa, pensava em mim, conversavamos sobre coisas muito legais e etc. Mas, ao final do 18º mês, ela começou a ficar fria, não ligava muito mais pra mim e n me dava satisfação de nada que estava fazendo, queria ficar saindo com nossos amigos (o que não é um problema), mas tinha a constante sensação de que ela e Nicolas ficavam flertando, mas logo pensava que isso só podia ser coisa da minha cabeça, que a namorada de nicolas tbm estranharia e viria falar cmg caso pensasse como eu. Isso me preocupou, pois ela não era assim, eu não entendia o que estava acontecendo, mas queria consertar as coisas, caso fosse um problema meu. A decadência do nosso relacionamento durou por uns 4 meses, e nós não conseguiamos terminar. Se por um lado nós dois percebemos o que estava acontecendo, nós dois queriamos voltar as como tudo era antes desse período. No período em que nosso relacionamento estava se arrastando, nós dois já estávamos na faculdade, em cidades diferentes, mas próximos o suficiente para nos vermos todos os fim de semana. Então, um belo dia, eu resolvi fazer uma surpresa para ela, iria vê-la numa sexta (que normalmente é um dia em que ela não tinha aula, mas eu tinha, então não podia vê-la), resolvi matar uma aula e ir lá mais cedo. Comprei flores, e chocolate. Quando eu cheguei em seu prédio, o carro de Nicolas (que ainda namorava a mesma menina do nosso grupo) estava lá. Achei muito estranho, pq seu carro estava alí?? Minha cabeça começou a pensar nas piores coisas possíveis, mas tentei me manter calmo. O porteiro já me conhecia, me deixou subir sem que telefonasse para ela. Ao chegar lá, abri a porta o mais silenciosamente possível (tbm tinha uma cópia da chave), e vi os sapatos de Nicolas no lugar dos sapatos. Meu coração começou a bater muito forte, não sabia o que fazer nem como reagir caso eles estivessem fazendo algo, minha vontade era só de ir embora e fingir que nada disso tinha acontecido. Mas eu precisava ver o que estava acontecendo, chegando mais perto, eu ouvia os piores barulhos que eu já tinha ouvido, eu ouvia a cama arrastando, ouvia seus gemidos, como ela costumava fazer pra mim, mas ela n estava comigo. Então eu abro a porta, e para minha surpresa, eles estavam cometendo o pecado da luxúria enquanto quebravam o mandamento de não cobiçar o parceiro do próximo. Eles conseguiram me ouvir entrando no quarto e então não lembro direito do q houve, mas eu me sentia tão atordoado que não sabia nem dizer o que era real e oq não era. Mas lembro dos dois chorando e pedindo desculpas, vestidos apenas dos lençóis, na minha frente. Lembro de ir embora tbm, n falei nada, não fiz nada. Mas acho que minha expressão de completo repulsa e desprezo já tinha sido o suficiente. Só que não. Eu fui embora e por 6 meses eu não falei com nenhum dos dois, eu simplesmente não queria saber deles, por mim, se morressem seria o melhor que poderiam fazer. Inclusive eu acabei ficando com a, então, ex de nicolas, só pra que ele ficasse triste mesmo, mas acho que não adiantou. Após os 4 meses, eu decidi que ver os dois arrependidos não era o suficiente, eu precisava de mais, então montei um perfil (meu mesmo) para que Nicole ficasse com ciúmes ou seila, queria que ela sentisse algo por mim vendo as minhas fotos, eu estava sempre bem arrumado, algumas fotos com garotas bem bonitas que eu nem mesmo ficava, mas eu sabia que ela veria. Por 2 meses eu fui meticulosamente planejando como faria minha vingança, e então, quando tinha 6 meses do ocorrido, eu mandei uma solicitação para seguir ela no insta. E, como planejado, ela me seguiu de volta. Ela me mandou uma mensagem perguntando o por que se eu ter pedido pra seguir ela, eu disse que já tinha passado muito tempo, que tratar a situação do jeito que eu tratei só me fazia mal, e eu não queria mais isso pra minha vida. Nós continuamos trocando mensagens, descobri que ela estava namorando Nicolas, descobri que eles estavam morando juntos. E nós conversamos bastante, eu dava umas flertadas tbm, como dizer que eu sentia saudades as vezes (e ela falava que também sentia), que eu queria que as coisas tivessem sido diferentes (e ela tbm falava), que ela ainda era muito bonita (e ela tbm falava). Quando eu me senti um pouco mais confortável, comecei a falar sobre nicolas, falava mal, mas de um jeito que não parecia que era mal, perguntando se ele tinha melhorado aspectos que minha amiga sempre reclamava quando estavam juntos. Como se ele era frio com ela como era com minha amiga, como se ele ficava sem responder ela, como se ele ficava saindo com amigos em festas sem avisar. Visivelmente ele ainda fazia algumas coisas com ela, e eu fazia questão de sempre lembrá-la disso, mas sem ser escroto, fazia como um amigo que queria confortá-la. Quando eu senti que estávamos muito amiguinhos, eu a chamei pra sair, e ela aceitou. Eu me vesti o melhor que eu pude, coloquei meu melhor perfume, e fui. E ela estava linda, me senti super a vontade. Dei em cima dela pra caramba, olhava pra ela enquanto sorria e ela correspondia com sorrisos tímidos, fiz questão de ficar o tempo todo mantendo contato físico e ela parecia querer mais. E quando ela se sentia triste, falando sobre o que aconteceu, eu puxava outro assunto, falava que já estava tudo bem e que o tempo curava tudo, que a vida tinha coisas mais felizes para celebrar do que remoer momentos como aqueles. Nós acabamos indo no cinema e nós nos beijamos. Por umas duas semanas, nós continuamos assim. Ela me dizia que iria terminar com Nicolas, mas que estava penasndo em como fazer isso sem machucá-lo (ela estava claramente gostando de fazer aquilo escondido e até que eu a colocasse em um xeque, ela n faria nada, o que era bom pra mim) nós dois zuavamos Nicolas, como ela idiota e n a tratava com o devido respeito. Usei essas duas semanas para anotar a agenda deles, e vi quando eles se encontravam toda semana. Todo sábado ela ia pra casa dela, em torno de 2 horas da tarde. Sabendo disso, 1:30 eu estava lá, tomei cuidado para esconder meu carro para que ele n encontrasse. Assim que eu cheguei na casa, ela me recebeu meio preocupada, disse que Nicolas estaria lá a qualquer momento. Eu comecei a beijar ela, eu sabia que ela estava com muita vontade, já tinhamos trocados fotos intimas e td mais, e nessas duas semanas, nós n fizemos nada, por que, assim, eu saberia que ela não iria querer esperar. Comecei a beijar ela e ela começou a se derreter, ao mesmo tempo que tentava mostrar preocupação por Nicolas. Eu peguei o celular dela, verifiquei que ela o havia chamado novamente pouco antes de eu chegar (ela havia feito), então coloquei o celular dela no modo avião, e enviei uma mensagem para ele dizendo que ela não estava bem e que era melhor que ele n fosse aquele dia. Ela consentiu sem perceber que a mensagem não havia sido enviada. E em 20 minutos que nós estavamos fazendo coisas +18 cuidadosamente para que o fogo não se apagasse. Nicolas chegou e viu o que estavamos fazendo. Os dois começaram a chorar e eu tive um dos momentos mais satisfatórios da minha vida. Eles não conseguiam dizer nada com nada, apenas ficavam chorando e soluçando. Eu fiquei lá o máximo que eu consegui desfrutando a situação sem que ficasse muito na cara que eu estava gostando daquilo. Fui embora sem me despedir, bloqueie os dois de tudo, a única coisa que restou deles em mim, foi a satisfatória memória de seus rostos cobertos por lágrimas, a doce vingança que, sem arrependimentos, planejei por tanto tempo. Essa foi minha história lubisco, sei que fui um cuzão no meio dessa história, mas eu não me arrependo de nada. Um beijo e um abraço 3>.
submitted by SrJasper to TurmaFeira [link] [comments]


2020.05.22 18:01 trustjulia Fui babaca por ter cortado todos os laços com uma menina que me deixou doente por me dar tantos doces, mesmo sabendo que parte da culpa também foi minha porque eu aceitei?

Olá Lubinha, editores, gatinhas, papelões decapitados, turma que está a ver, e todos os outros, menos o 6° andar, eles não merecem. A minha história é meio longa e parece confusa pelo título , mas vou explicar melhor ao longo da história:

Na história há duas pessoas principais: Eu e uma menina que vou chamar de Bibizinha (já contei outra história no Discord que ela aparece um pouco).
Eu acho que estava no 2° ou 3° ano do fundamental, e eu era meio que a popularzinha da sala. A Bibizinha não era tão popular e tentava ser minha amiga, mas nós duas não nos entendíamos, não tínhamos os mesmos gostos.
Mas ela queria MUITO ser minha amiga, e começou a me chantagear com doces para eu ser amiga dela. Eu, como toda criança, adorava comer açúcar e doces em geral, então aceitei. A mãe dela dava tudo que ela queria pra ela, por exemplo: um lanche na escola deve ser + ou - saudável, né? Pois é, quase todo dia ela levava (ainda leva) salgadinho para o recreio para comer (tipo aquela marca que não vou falar o nome mas que começa com 'C' e termina com 'heetos') enquanto minha mãe me deixava levar só coisas de "sustância", então eu tinha muita inveja dela.
Ela percebeu isso e começou a utilizar pra me chantagear. Tanto que eu até lembro um dia que recebi um envelope, e dentro tinham dois chocolates. No envelope estava escrito "Abra e escolha um", então eu escolhi o meu e deixei o outro pra ela.
E isso era todos os dias. Todo santo dia ela vinha e me trazia um doce diferente pra eu comer. Eu meio que estava sendo amiga dela porque ela estava me dando doces, sei que isso é meio errado mas agora imagine: Você é uma criança de 8/9 anos e um colega seu te leva doces todos os dias. Você vai querer os doces, não é?
Hoje em dia me sinto meio babaca por ter feito isso de ter meio que "usado" ela, mas acho que os níveis se igualam com a seguinte coisa:
De tanto comer doces todos os dias, eu comecei a ter muita dor de cabeça, todos os dias. Mas não era só uma dorzinha que te incomodava um pouquinho, era como se minha cabeça fosse explodir! Eu chorava todas as noites de tanta dor até cair no sono. No outro dia eu acordava sem dor, mas quando anoitecia a dor voltava, não me deixando dormir direito.
Minha mãe, de tão cansada de ser acordada todos os dias no meio da noite porque eu estava com uma dor de cabeça INFERNAL, me levou não só pro médico mas pra um tipo de hospital infantil que tem na minha cidade.
Eu tive que fazer uma ressonância cerebral eu acho. Ou ressonância no crânio, algo do tipo, só pra eles poderem descobrir o que estava acontecendo na minha cabeça. Eu tinha que ficar uma meia hora em um tipo de máquina, sem me mover e só pensar em coisas "leves". Eu podia até dormir, e quando estava prestes a fazer isso a ressonância acabou.
Me levantei meio com sono, porque aquilo até que foi relaxante.
Depois, o que aconteceu não lembro direito, só lembro de uma parte: quando eles falaram o motivo das minhas dores de cabeça. Muito açúcar.
Depois dessa espécie de "trauma", parei de aceitar doces dela e cortei laços.
Sei que devia pedir desculpas, mas não me sinto à vontade, porque ela até hoje é meio chatinha e também tem outro coisa, que ela me copia em quase TUDO que eu faço, mas sempre que peço para ela parar de me copiar (ela me copia no estilo de desenho, armação do óculos, estilo da roupa, JEITO DE FALAR, letra no caderno e etc) ela sempre nega que está me copiando e ATÉ JÁ FALOU QUE QUEM ESTAVA COPIANDO ERA EU.
Eu não tenho prints no meu celular porque tenho costume de apagar as conversas, mas várias das minhas amigas tem prints dela xingando e tal, inclusive de uma vez que ela botou uma foto onde ela estava pintada de azul. Eu, brincando, falei que ela parecia uma Smurf, mas não queria ofender ela, então ela mandou eu ir me f*der, disse que eu só criticava ela e me bloqueou, sem nem deixar eu dar uma resposta. Isso dia 26 de março, enquanto hoje já é dia 22 de maio.

Bom, Lubisco, foi isso <3
A minha história foi bem longa mas não foi a única em que ela apareceu, tenho outras que só vou contar se aparecer em vídeo, pq eu n faço conteúdo de graça pra vc n, quero reconhecimento k. Agora, me diga: Fui a babaca por ter cortado todos os laços e depois nem ter conversado direito com ela?
submitted by trustjulia to TurmaFeira [link] [comments]


2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.09.20 11:26 Bullke Eu nao consigo desapegar.

Em julho de 2017 eu estava bem entediado com a vida, terceiro ano do ensino medio, ja tinha passado para uma faculdade particular boa, nao tinha muitos amigos e os poucos que eu tive, outra longa historia... enfim, tinder. Eu usava o tinder boa parte do tempo para zoar, nunca foi meu interesse conhecer absolutamente nenhuma das pessoas que eu dava match, mas usava a minha foto mesmo assim, eu nao era babaca, so ficava mandando cantada idiota. Todo dia. A primeira frase que eu falava era "opa meu mel", eu era constantemente ignorado, mas as vezes alguem acabava respondendo. Minhas configuracoes eram para pessoas mais longes de mim (16km) e mais velhas (30-50) mas um dia uma menina de (supostamente) 19 anos apareceu na minha "timeline" (?), quem ja usou tinder sabe que nao e normal pessoas com idade tao destoantes da que voce setou aparecer, costuma ser like. Ela tinha um nome peculiar, era muito bonita, dei like e logo apareceu que demos match. Mandei o classico opa meu mel, esperando um belo block, mas ela respondeu "ola meu docinho". Comecamos a conversar depois disso e conversavamos o dia todo. Ela sempre me respondia rapido e era doce, era muito facil de conversar com ela. Descobri que ela estava gostando de mim pelo jeito que ela estava me tratando, algumas indiretas que ela postava, enfim, eu tinha tido poucas relacoes na minha vida, nunca tinha sentido nada demais por ninguem, eram todas paixonites, chamei ela no whatsapp e disse que EU gostava dela, queria ver uma reacao, ela disse que gostava de mim e que tinha medo de nao ser correspondida, eu fiquei meio chocado mas resolvi dar uma chance pra ela. Quando a gente comecou a ficar mais intimo nossa relacao ainda era virtual, isso durou mais ou menos 2 semanas (eu me sinto mal de lembrar disso tudo, minha visao chega a ficar turva) ate que marcamos de nos encontrar numa segunda ou quarta, eu costumava ter aula a tarde nesses dias e os pais dela trabalhavam dia sim dia nao, era perfeito. Quando eu cheguei na casa dela eu nao conseguia acreditar no que eu via, eu a achava linda, mas pessoalmente ela e a menina mais linda que eu ja vi na minha vida, ate hoje. Alias eu me lembro o dia que eu fui la, chequei no calendario e cai numa senguda feira, eu fui na casa dela dia 28 de julho de 2017. Ela era italiana, nascida e criada ate os 8 anos la, estava com uma camisa preta escrita i love roma, era romana. Tipo aquelas i love ny. O meu primeiro instinto foi agarrar ela e beijar, era completamente reciproco. Ficamos minutos sem falar, abracados, foi diferente de tudo que eu ja tinha tido. Eu entendi o que era amor, o que e esse negocio que queima no peito, bom... eu fiquei na casa dela ate as 6 horas da tarde, fui para a minha e meu mundo estava diferente. Eu tava sentindo as coisas diferente, eu tava mais feliz, eu nao consigo explicar, mas volto a falar sobre isso mais tarde. Conversamos e concordamos em me apresentar para a familia dela dia 4 de agosto, iria ter uma festa de aniversario da avo dela, eu sou muito timido (obvio, escreve sobre problema na internet) mas eu estava disposto a passar por qualquer coisa. Os pais dela eram pessoas bem legais, o pai era italiano e a mae brasileira, pessoas otimas. Quando estavamos a caminho do aniversario notei que estavamos no bairro do meu melhor amigo, como voces estavam prevendo, ela era parente dele. Ela manteve isso de surpresa, mas em uma das fotos que eu usava no tinder ele aparecia comigo, era uma foto bem idiota mas ela guardou pra me contar quando fosse ser mais engracado (palavras dela). Eu estava constrangido mas feliz, daquele dia apenas memorias doces. Nos nos acostumamos a nos ver 2x-3x por semana, eu fui o segundo namorado dela e perdemos a virginidade juntos, nao tinha como ser melhor do que aquilo. ATEEEEEEEEEEEE QQQUUUEEEEEEEE................ Um dia ela estava aqui em casa com o celular na mao falando com um amigo, eu li no celular dela pelo reflexo do oculos um nome, ela disse que ele era um amigo e a principio eles nao passavam disso, mas eu ja sabia que ele gostava dela. Ela era sempre bem aberta, nao tinha percebido que ele gostava dela, tanto que eu avisei. Eu nao era ciumento, eu confiava plenamente nela. Ela era prima do meu melhor amigo e uma mulher que eu idealizava. Tava tudo perfeito. Ela comecou a dar algumas desculpas no meio da semana, disse que tinha uns trabalhos etc. Eu desconfiava que ela estava me traindo, com 3 meses de namoro. Eu tava certo, mas bem... o inferno comecou. Eu sempre dizia que ela estava me traindo, argumentava e mostrava tudo, ela negava e fazia teatro. Mesmo assim eu ainda a via como a mulher mais linda que eu ja vi, ainda penso isso. Ainda tenho algo aqui dentro, nao diria que e amor mas continuando, nossa relacao maravilhosa comecou a ficar toxica. Muito toxica mesmo. Cheguei a invadir o celular dela, ela me traia descaradamente. Nos moravamos longe um do outro, sou de uma cidade de 600k habitantes, ela mora numa ponta e eu na outra. Era facil e conveniente. Um dia eu tomei banho, peguei meu celular e sai para a casa dela, era um dia que ela ia "fazer um trabalho" a tarde, tentei ligar pra ela, sem sucesso, mas ja estava a caminho, entao, foda-se. Toquei sua campainha, ela demorou pra abrir, entrei meio abafado, disse que queria deixar algo no quarto dela e ir ao banheiro. A casa dela era pequena, isso me dava desculpa para ver quase tudo. Passei e vi o quarto dos pais dela com a cama baguncada. Era onde nos transavamos, a cama era de casa, e o quarto dela de porta fechada. Ela entrou na frente e disse que nao queria que eu entrasse, eu disse ok e me virei, quando ela deu mole eu passei por ela e encarei a porta. Ela segurou meu braco e me chamou pelo nome do menino. Eu olhei pra cara dela com nojo, ela com medo, ela tentou me segurar e essa foi a unica vez que eu fiz forca contra ela na minha vida. Eu dei um arrancao, puxei meu braco violentamente e abri a porta. O menino estava sentado na cama dela, com uma cara de sarcastico. Eu nao apago essa porra. isso foi mais ou menos no 4 mes. Eu era bem toxico, mas a unica coisa que eu sempre pedi pra ela foi pra se afastar DESSE cara, eu sabia que nao ia ser bom, mas acho que ela me usou de degrau. por um segundo minha visao ficou embacada, eu soquei o rosto dele e parti pra cima, ele segurou meus bracos e disse que nao ia brigar comigo. Eu demorei uns 20 segundos ate parar de me debater e me acalmar um pouco. Me levantei e so queria ir embora, nem queria a alianca. Tinha dado para ela um anel de prata de 4 meses, eu jurava para todo mundo que seria ela, eu tinha certeza. Ela guardava uma garrafa de Mountain dew que eu dei pra ela, eu vi depois que me acalmei. Ela era contraditoria, me traia mas tinha pequenos gestos de amor genuino. Enfim, ela se botou na frente da porta e nao queria me deixar sair. Ficamos gritando, eu ameacei ir bater no menino, QUE AINDA ESTAVA NA CASA, ela disse que nao ia sair e que era pra eu bater nela, etc etc. Eu nao fiz nada. quando ela saiu da frente, depois de muita descussao, eu pedi o anel que tinha dado de volta, ela estava usando ele. Ela nao queria me dar, mas eu disse que tinha acabado e que aquele anel nao pertencia a ela mais. De novo, depois de muito grito e briga, ela me deu o anel, que imediatamente isolei, na frente dela. Tentamos de novo pois eu realmente a amava, ela acreditava que me amava, mas nao havia mais confianca. ela tinha de fato se afastado do menino dessa vez, como eu pedi, mas eu nao confiava mais nela. Ja tinha dado. Terminamos num domingo, nao quero me lembrar do dia, mas desde esse dia eu sinto falta dela. Eu fiquei com raiva e tivemos brigas horrorosas depois do termino. A mae dela descobriu que eu a chamei de puta, eu sempre omiti pra ela que a filha dela tinha me traido pq eu nao queria magoar a mae dela que era extremamente conservadora mas eu nao tava mais ligando, nao depois que eu fui apontado como o vilao. Eu recebi uma mensagem de texto da mae dela dizendo que tinha me tratado como filho etc que fui mal agradecido e que eu nao tinha o direito de falar assim da filha dela bla bla bla. Me bloqueou no whatsapp. Espumando de raiva, eu mandei um sms contando o nome do menino, dizendo que ela ia aparecer com ele logo mais, e que ele sempre foi o motivo das brigas, ela ficou sabendo quando terminamos da primeira vez, a menina quebrou um copo de raiva na pia segurando. Acompanhei ela pro medico nesse dia mas nao falei nada sobre isso com a mae dela, deixei ela falar antes, achava mais justo. O meu sms parecia uma profecia, que se concretizou como eu previ. Ela me desbloqueou pra me dar feliz aniversario, natal, ano novo e carnaval. Acho que ela notou quem era quem ne? Eu hoje estou namorando uma menina que sabe do meu trauma, me aceita, e e muito boa. Mesmo. Ela nao sabe que eu ainda sinto algo por essa outra menina, mas eu nao trairia ela por motivos obvios. Eu sou super carinhoso e a amo, mas lembra no comeco quando eu disse que sentia o mundo diferente quando eu comecei a namorar a primeira menina? Pois e, agora que tinhamos terminado eu literalmente sentia as coisas ao redor de forma diferente, quase como se tudo tivesse fora do lugar ou como se eu tivesse sido teleportado pra outra realidade. Ate hoje sinto um vazio e diversas vezes sinto saudade dela, creio que foi meu primeiro amor e quem sabe o maior, mas nao me impede de amar de novo. Eu fiz coisas terriveis pra ela mas que nao se compara com o que ela fez comigo. Minha atual namorada sabe da historia toda. Ela e um grande pilar e me da muita forca mas por algum motivo eu sinto uma vontade autodestrutiva de trazer minha ex pra minha vida. Ela agiu de forma completamente irrelevante sobre o que ela fez, e isso me trouxe uma dor extrema. Faz 2 anos que, TODOS OS DIAS da minha vida eu penso nela. Eu nao a trocaria pela minha atual, nem em um cenario hipotetico, mas eu sinto que eu tenho muitas pontas soltas com ela. Enfim, nao sei, eu me contradigo bastante, tita da terra,
submitted by Bullke to desabafos [link] [comments]


2019.07.27 00:48 Tinyze Quando as insuficiências pessoais se tornam evidentes e impossíveis de serem gerenciadas

Essa deve ser a quarta vez que começo a escrever esse desabafo. Porém, sempre paro na metade ou escrevo tudo o que precisava “vomitar” e apago, tamanha a vergonha de perceber a habilidade que meu subconsciente tem de jogar contra mim mesmo. Porém, tamanha a aflição que isso me causou hoje, resolvi ir até o fim.
Eu sempre fui o tipo de pessoa mais introspectiva, que veste a máscara do “nerd”, com um pouco de dificuldade em termos de socialização, sem amigos (no máximo colegas), e que nunca sentiu a famigerada paixão por outra pessoa.
Comecei a sair dessa zona de conforto há dois anos atrás, principalmente por conta da minha sexualidade, por necessidades sociais, medo de ficar velho e solitário, entre outras carências. Apesar de fazer coisas que nunca imaginei que faria e conhecer pessoas que nunca achei que conheceria, sempre volto para essa redoma de solitude, de uma forma ou de outra. Apesar de serem claras as faltas que essa realidade evidencia na minha vida, parece que essa é minha origem e o único lugar em que me sinto realmente quem sou.
Não foi diferente no meu local de trabalho. Durante o meu estágio, depois de me formar, e agora, após quase dois anos trabalhando nessa empresa, minhas atividades sempre foram bem “solitárias”, focadas em problemas específicos que me proporcionaram oportunidades de crescimento e mudanças... Pelo menos esse era o ambiente, até poucos meses atrás.
Como fui ganhando novas responsabilidades, foi necessário que uma pessoa fosse contratada para me auxiliar. E assim foi feito. Apesar de demorar pegar o jeito, o menino contratado está dando conta do trabalho. E quando não está realizando atividades em outros setores ou me auxiliando, está junto de mim. Desde o dia em que começou a trabalhar, fomos ganhando intimidade, passamos a compartilhar pensamentos e opiniões sobre o mundo e sobre os outros (algo me faz sentir extremamente vulnerável), trocar experiências e conhecimentos.
Sinto uma liberdade para falar sobre quase todo assunto com ele. Falamos de roupa, moda, depilação, trabalho, sonhos, problemas familiares – e dele com a namorada - com muita naturalidade e, eu imagino, de maneira confortável para ambos. Olhamos um ao outro usando o celular e mandando mensagens pelo Whatsapp. Chegou ao ponto de me chamar para dividir um apartamento, mas para manter o distanciamento entre vida particular e trabalho, recusei inventando uma desculpa qualquer.
Se eu tivesse que elencar a coisa que mais me confortável quando perto dele, seria a ausência do arquétipo do menino com a heteronormativiade tóxica (Apenas perto de mim, conforme já reparei). Aliado esse apreço, também sinto uma atração física descomunal por ele. Apesar de ele estar relativamente longe do que as pessoas julgam como o padrão de beleza ideal, eu acho realmente difícil acreditar da capacidade da natureza em gerar um ser completamente simétrico, desenhado pelas mãos de um ser superior ou algo do tipo, como ele é.
Situações em que nossas pernas se encostam, em que os nossos corpos ficam tão próximos que sinto o seu cheiro doce, que nossas mãos se tocam quando ele me leva um copo de café, ou quando ele pede para sentir algo na sua mão se tornaram algo muito bom para mim. E apesar de existir culpa por estar cruzando algum limite ético e profissional, ela não diminui a atração e prazer nesses atos.
Neste ponto já me sinto extremamente envergonhado de mim mesmo, pois apesar de tentar me afastar desse arquétipo, meus relatos e sentimentos aqui expostos não são nada mais nem menos que o típico gay que sente atração por um hétero. Sempre achei isso a coisa mais degradante que podemos fazer, porque em última instancia, estamos desejando alguém que na realidade não entende o que você sente e até te despreza.
Uma situação, porém, mostra como sou um ser faltante em diversos aspectos. Após algumas semanas trabalhando na empresa, ele começou a falar com uma menina, que logo teve que sair pois precisará se mudar de estado. Percebi que ele começou a ficar mais discreto quando mandava mensagem e logo entendi que era para ela, e sempre desconversava. Não tinha o número adicionado e apagava a conversa. Obviamente por conta dos ciúmes por parte da namorada. Hoje, no dia em que ela está se mudando de fato, percebi que ele respondia um “textão” no final da tarde. Isso deixou ele bem pensativo, e me deixou com um sentimento horrível no estômago.
Em uma análise rápida penso que isso não é nada mais do que ciúmes. Inveja de algo que eu nunca vou poder sequer chegar perto. Desejo ou interesse que nunca serei capaz de experimentar.
Penso também que a heterossexualidade dele me agride de alguma forma nesse aspecto. Assim como me senti agredido pela sua beleza quando o vi, o fato de fazer algo digno de louros – pegar a menina que todos acham linda – e estabelecer sua imagem de poder e masculinidade me diminui no meu local de trabalho.
Ou também me sinto mal por ele não compartilhar isso comigo. Talvez até ofendido, por ele menosprezar o respeito e cumplicidade estabelecidos. Ou mesmo mal pela namorada dele, a qual tive a oportunidade de conhecer e conversar.
De qualquer forma, sendo só a alternativa mais simples, ou todas, ou nenhuma delas, essa situação evidencia o ser faltante que sou. A necessidade em possuir um vínculo de amizade sincero e natural, o complexo de inferioridade, o desejo sexual reprimido, a necessidade instintiva de romantizar tudo... Enfim.
Talvez deva perguntar naturalmente sobre esse fato para ele, com um amigo faria. Talvez deva criar um distanciamento e “enxotar” do meu ambiente cada vez mais. Talvez deva guardar esse fato e jogar na cara para forçar um distanciamento. Talvez não deva fazer nada e continuar sentindo esse incômodo e agonia.
Essa situação é extremamente desconfortável e paralisante, pois além de estar sofrendo por algo que só existe na minha cabeça, coloco minha única chance na vida, meu desempenho e a minha carreira, muito próximos de irem para o ralo, por conta de "necessidades" que sempre estiveram fora do ambiente de trabalho. Se eu der mais “pinta” do que já dou, a equipe homofobica não irá hesitar em destruir minhas chances na empresa.
A vida era mais simples quando eu só precisava jogar Skyrim e estudar.
submitted by Tinyze to desabafos [link] [comments]


2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
*~*~*~*~
PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
*~*~*~*~
PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
*~*~*~*~
PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
*~*~*~*~
PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
*~*~*~*~
PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
*~*~*~*~
PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.07.15 00:58 ederribeiro O curioso caso de você

Oi pessoal! Sou novo aqui no sub. Gosto muito de ler e às vezes escrevo alguma coisa. Comecei a escrever este texto em 2016 e ficou guardado desde então. O encontrei faz pouco tempo e resolvi mexer um pouco e publicar (https://medium.com/@ederrf/o-curioso-caso-de-voc%C3%AA-efbc470ced3d). Apesar de escrever por hobby (e muito raramente) quero evoluir e estou seguro que aprenderei muito por aqui!
----

Você abre os olhos. Tudo dói muito. Olha ao redor, está deitado. Não reconhece o quarto nem a cama. Algo se move no canto do olho, há outra pessoa aqui. Com uma voz doce comenta como você dormiu pouco e te pergunta como se sente. Por não saber se a condição de dor é ou não a norma você sinaliza que está tudo bem. Você tem sede, mas não consegue expressar isso. Não há voz. Insiste ao máximo, um máximo que suspeita ser muito pouco. Mergulhado em sede, cansaço e frustração adormece novamente.

Você abre os olhos. Levanta da cama. É uma cama grande, feita para dois, mas ocupada só por um. Vai ao banheiro e lava o rosto. Caminhar demanda um esforço grande, mas você se lembra que era pior quando não conseguia nem sair da cama. Toma café e come uma torrada. Fica com a impressão que comer deveria ser mais prazeroso, talvez um dia seja. Se senta ao lado do telefone, há alguém com a qual lhe agrada conversar. A espera é grande, o telefone não toca, você adormece novamente.

Você abre os olhos. O sofá não é aquele que escolheram juntos, essa não é sua sala. Sai para a rua, há uma padaria próxima. O café é ruim, o que ela faz é melhor. Sente saudades de casa. Saudades do trabalho também. Sem nada para fazer, segue caminhando após o café. Para para descansar em uma praça. A perna dói um pouco. Deveria ver um médico sobre isso, mas não hoje. Tira uma garrafa de metal do paletó e vira um pouco da bebida na garganta. Se embriaga e dorme no banco da praça.

Você abre os olhos. A vê sentada na cama ao seu lado. Ela fita a janela, não há nada lá. A presença dela te incomoda, mas a ela você incomoda muito mais. Bebe um suco e come um biscoito como café da manhã. Tem saudades do café que ela já não te faz mais. Sai para trabalhar. A aposentadoria está próxima e você não vê a hora. O trabalho não te traz prazer algum e você também não traz benefício algum para a empresa, mas ainda assim sai tarde do trabalho. Chegar cedo em casa deixa mais tempo para discussões, é melhor ir ao bar. O plano é só chegar em casa depois que ela estiver dormindo. Você chegará e dormirá também. Dormirá em sua cama e não naquele sofá desconhecido.

Você abre os olhos. Vira na cama e espera ela acordar. Um “bom dia”, um beijo e um “eu te amo”. É assim que você faz com que o dia dela comece. Brigas acontecem, mas não é assim com todo casal? Começar bem o dia é o que importa. Nada pode nos separar. Depois do café é hora de ir para o trabalho. Reuniões. Relatórios. Conferências. E-mails. Fim do dia, hora de voltar para casa. Sua filha te liga para avisar que melhorou da gripe e que o marido dela foi promovido. Você pensa no neto que ainda não tem, mas prefere não tocar novamente nesse assunto agora. Depois do delicioso jantar vem o sono. Hoje foi um bom dia.

Você abre os olhos. Dormiu pouco. Sua filha saiu para uma festa e só chegou tarde da madrugada. Não há como dormir sem saber que ela está de volta em casa e em segurança. Por mais que sua esposa não deixe de comentar que seu futuro genro é um rapaz responsável, ninguém protege melhor uma filha que um pai. Sua única filha é seu maior tesouro. É sua maior razão de viver. É um amor que quatro letras fazem pouco para representar. E era ela que estava com você no fim.

Você abre os olhos. Foi só um cochilo. Uma mulher não fica grávida sozinha, o pai, se presente, também está grávido. O tempo parece passar mais rápido agora. O casamento foi há pouco tempo e agora falta pouco para que a família se concretize. É menina, vocês já sabem. Às vezes, quando dorme, você sonha. Sonha com a escuridão. Uma escuridão constante e longa, calma e angustiante. A consciência do nada é o que há de pior para se encarar. Quando acorda desses sonhos em geral se lembra de algo que ouviu “o que vem antes do início não é diferente do que vem depois do fim”. Alguém te contou isso. Em um sonho ou fora de um.

Você abre os olhos. Está de ressaca. Fica feliz de perceber como tudo é melhor agora. Come o que quiser, bebe o quanto quiser, o corpo aguenta tudo. Nem sempre foi assim. Por outro lado os amigos de agora são o mais “para sempre” que jamais foram. Eles são hoje mais do que foram antes. Por que nos separamos tanto? Se precisasse de um sofá para dormir hoje teria dez à sua disposição e não apenas um. Carpe diem. O que importa é o agora. Hoje dormirá tarde, ou nem dormirá, a noite não acaba quando se tem amigos.

Você abre os olhos. Sempre acorda bem. Você acha justa a troca das responsabilidades do passado pela inconsequência do agora. Seus pais pegam no seu pé, mas você compreende. Sabe o que é ser um pai. O que é preocupar com um filho. As reflexões de antes são diferentes de agora. Hoje, pela última vez, você viu aquela que foi sua esposa. Você compreende que o tempo passa diferente, que sua ampulheta está mais para lá do que para cá, mas não sente medo.

Você abre os olhos. O mundo parece maior que antes. A cada dia ele cresce mais e você fica menor. Menor e mais leve. As emoções de agora são mais simples. Sua missão está cumprida, seu tempo está acabando e você está em paz com isso. Criança e velho num mesmo corpo. Cada volta do relógio traz a escuridão mais para perto. A concepção está próxima e depois dela você virará imaginação, sonho e desejo. E depois isso também acaba. Escuridão é o que restará, você será parte dela. Assim como é antes do início e será depois do fim.
submitted by ederribeiro to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.07.01 05:56 twentyonepaulos Estou com uma garota, mas amo outra

cara, assim como explicar (no momento estou ouvindo Ela Partiu - Tim Maia pra você o tamanho do fundo do poço rsrs), eu estou namorando uma menina, cara ela é sensacional, um doce de menina, mas as vezes sinto que não a amo, porque não sinto um calor sabe (só se for o fogo do tesão), as vezes fico sem ver ela dias e não sinto nem um pouco de saudades, queria sentir algo forte e juro que estou tentando cara

a única menina que realmente eu amei foi embora (sou nou sou nou), sempre é assim melhores pessoas sempre vão embora, seja na morte ou mudar de cidade, no caso ela mudou de cidade, foi embora pra ficar com outro cara (sem gado, pq não tínhamos nada, infelizmente) e cara eu queria estar do lado dela o tempo todo, minha razão de ir pra escola era ela cara, eu sim sentia amor por ela cara, se ela me pedisse para pegar uma pizza de brócolis fresco e levasse pra ela á 1hr da madrugada eu faria, cara que garota mano, simplesmente linda, linda e louca, ela era contra o mundo sabe, não posso ver uma pesso a parecida com ela que meu coração já fica louco, o pior não foi isso, é que não levei a sério quando ela falou que ia embora, achei que era lorota, acabou que ela foi embora e não se despedimos, puta vida, nos beijamos uma vez, lembro até hoje, final da festa, beijei ela, e ela retribuiu (achei que não ia, fiquei até gelado rsrs), inesquecível

agora estou em outra, mas não é mesma coisa que tive com essa outra menina, queria que fosse, tento, mas ela não é ela, ta complicado, as pessoas não são as mesmas, só queria achar alguém pra me apaixonar verdadeiramente novamente, não sei o que fazer, as vezes eu entro no Fb dela pra ver as fotos dela, cara, a vida é cruel...
submitted by twentyonepaulos to desabafos [link] [comments]


2019.06.20 03:25 euamocachorros79 É Brasil

Acorda e lá fora está escuro. Os galos da vizinhança ainda não cantaram, o som mais próximo perceptível, baixo ainda, é a confusão amalgamada das estações de música sertaneja e notícias daqueles que acordaram mais cedo. Desliga o alarme do despertador mas o de dentro da cabeça ainda ecoa, a mulher nega o beijo, novamente, e negará até ele tratar de desfazer o mau hálito matinal. Passa o café no coador de pano enquanto esfrega os olhos, catando remelas. Mais uma vez não tem pão. As crianças provavelmente estavam com mais fome ontem à noite. O café preto aliado ao pensar nas crianças o deixa mais alerta. A maior já está precisando de roupa nova, quase não cabe no vestido de chita que a mulher costurou no curso do sindicato. Sorri ao pensar nos dois meninos, ainda moleques e arteiros mas que agora dormem à espera de um novo dia na escola. Lembra que ainda não escovou os dentes e precisa correr para não se atrasar após a higiene.
A gente quer valer o nosso amor.
Ônibus, duas conduções. Baldeação. A camiseta pinica. Hoje está quente. A marmita com arroz, feijão e farofa, sacoleja na mochila. A indicação do primo é certeira. A construção está nas fundações, trabalho pra mais de ano, talvez dois, com sorte, três. Não pode deixar passar a oportunidade. Foi o presidente quem falou, com sotaque carregado igual ao seu. Homem correto, quer matar os corruptos. Talvez assim as coisas melhorem no país. Se pudesse, mataria também, mas pra isso já tem a polícia e os bandidos. Melhor sujar as mãos com argamassa do que com sangue.
- João da Silva, sim senhor. Eu vim por causa da vaga de servente. Preciso do trabalho, sim senhor. Não tenho documento não, sempre trabalhei por conta, sabe? E paga quanto? É justo, sim senhor.
Antecipa a felicidade da mulher e das crianças ao saber que o pagamento será semanal. Começa amanhã. Na volta para casa, carrega uniforme, botina e EPI que ganhou. O capataz falou que ali todo mundo usa, quem for pego sem, nem precisa voltar no dia seguinte. E sem direito a nada. João sabe que todo capataz fala isso, mas ninguém fiscaliza, ainda mais em obra grande, onde o que importa é fazer o serviço direito e não aparecer bêbado.
-Sim senhor.
A gente quer valer nosso suor.
As crianças chegam juntas em casa, depois da aula, um pouco antes do dia começar a trilhar o caminho entre as cores vivas e o preto. Pede para a filha mais velha ajudar com o banho e o lanche dos menores. Ao chegarem na cozinha, percebem que hoje tem banana, pão, margarina, queijo e até mortadela. A filha sorri orgulhosa para o pai herói. Os meninos comem até arrotar. Todos riem da balbúrdia.
A mãe chega exausta, dia puxado nas faxinas, de manhã num apartamento, à tarde numa casa. A dona do apartamento não pagou, diz que semana que vem acerta. Pelo menos, permitiu que ela almoçasse o que sobrara da refeição. O dono da casa não comprou os panos e material de limpeza corretos. Homem nunca faz as coisas direito. Ela só quer descansar ao chegar em casa, mas ainda tem que lidar com a algazarra que vem da cozinha. O coração quase explode ao saber que o marido conseguiu o trabalho. Beija-o sem se importar com a halitose.
A gente quer valer o nosso humor.
No dia seguinte, Janete só espera a saída de João para reabrir a conta no mercado da esquina. Abastece a despensa com óleo, vinagre, sardinha em lata, macarrão, biscoitos, feijão, arroz, sal e açúcar. Guarda tudo e torce para que o marido, dessa vez, seja honrado, homem com agá maiúsculo, que cuide dela e da prole. Pela manhã, coloca-se a arrumar e limpar a casa, no intuito de esperar o marido com carne na panela para o jantar. À tarde, trabalha com o coração cheio de esperanças. Quem sabe não poderiam comprar uma máquina de lavar roupas, uma televisão para assistir à novela e entreter os meninos, quiçá uma casa, para livrarem-se do aluguel. Janete mostra os dentes alvos ao esfregar a louça dos banheiros e ao passar o pano no chão de porcelanato. Seu humor não poderia ser perturbado nem mesmo pelos tarados que insistem em se aproximar por trás, no trem, na ânsia de sentir suas nádegas. Os cotovelos duros e pontiagudos a protegem.
A gente quer do bom e do melhor.
João nunca soube ler. Aprendeu a fazer contas depois que lhe ensinaram o poder do dinheiro. Ouviu na rua, de um amigo, que com dinheiro se comprava mulher, carro, casa, comida. Intrigado pelo cheiro doce que emanava das meninas e pelas promessas de barriga cheia, procurou arranjar grana o quanto antes. Tentou roubar, mas sentiu culpa. Tentou o comércio mas não sabia vender, nem se expressar de um jeito bonito ou interessante. Até que viu um pedreiro erguendo uma parede. Uma pena ninguém ter ensinado a fazer dinheiro de outro jeito que não através do trabalho. Mas as coisas são o que são.
Trabalhava tanto quanto o corpo deixava. O esforço o transformou num jovem adulto vigoroso e começou a atrair olhares longos das meninas da vizinhança. Não demorou muito para se apaixonar por Janete. O sexo era bom e praticamente o único bálsamo numa vida destinada à dor e ao trabalho. Isso aliado à ignorância acerca de métodos contraceptivos, ele sempre tentava tirar antes de gozar, resultara em três crianças, muito amadas, mas que também precisavam ser cuidadas.
A gente quer carinho e atenção.
As primeiras semanas são de muita labuta e também de grandes mudanças na família Silva. João traz o pagamento inteiro e, sem retirar uma nota, entrega-o à esposa. Mariele, a filha mais velha, exibe um traje novo, de sair aos domingos, que consiste em uma calça justa e uma blusa leve de algodão. Ronaldo e Washington ganham uma bola de futebol de couro, raridade entre a turma do bairro. Aos sábados, João bebe cerveja por somente duas horas, enquanto ouve no rádio seu time disputar a segunda divisão nacional. Janete brilha por dentro ao mostrar para as vizinhas e amigas o fogareiro novo, adquirido em dez prestações, onde prepara o cardápio de casa e as marmitas de João.
Pela primeira vez em meses, não precisam do seguro-desemprego de Janete para fechar as contas. O casal sai para dançar aos domingos, na gafieira, e até as crianças, melhor nutridas, aprendem mais e aumentam as notas. A casa onde moram ganha contornos de lar.
A gente quer calor no coração.
Se antes, quando mal podia segurar as calças para que os fundilhos não ficassem expostos, João era alvo da lascívia das vizinhas, agora então é que recebe piadinhas e indiretas sobre comer fora de casa. Mas Janete é sábia nas lidas do prazer e o trata como um rei, com tanto carinho e cuidado na hora de amar, que ele nem imagina estar entre os lençóis com outra mulher. Não, Janete conhece seus pontos de pressão, onde deve tocar e com qual parte do corpo, para que João retorça os dedos dos pés. Quando satisfeito, se entrega a chupar com gosto os seios de Janete, enquanto passeia com os dedos pelo corpo teso da esposa. Dedicado que é, só para quando a mulher não consegue abafar os gritos de delírio.
A gente quer suar mas de prazer.
Faltando pouco menos de um ano para as eleições gerais, estoura um escândalo de superfaturamento de obras, envolvendo empreiteiras e o governo federal. João ouve apreensivo as notícias mencionarem o nome da empresa para qual presta serviços. Na manhã seguinte, refaz o trajeto que nos últimos três anos garantiu o sustento à família. Ao caminhar as poucas quadras que separam a parada do ônibus e o local de trabalho, sente uma agonia inexplicável no peito. A agonia deixa de incomodá-lo para ceder lugar à tristeza ao ver os portões da obra trancados. Um cartaz afixado à lateral da entrada explica, em letras miúdas, a intervenção da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União. Mas João não sabe ler.
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
submitted by euamocachorros79 to brasil [link] [comments]


AS MENINAS QUE SÓ QUERIA COMER DOCES VS A MENINA QUE SÓ ... Coisas fáceis de fazer para vender e ganhar dinheiro 10 IDEIAS FÁCEIS DE FAZER PARA BONECA BARBIE  DIY ... DICAS E TRUQUES PARA ESCOLA / que você precisa saber / Kathy Castricini 5 COISAS QUE OS GAROTOS NUNCA VÃO FALAR PARA AS GAROTAS ... 8 DIY Miniatura fáceis de fazer para Barbie - Coisas para ... Coisas que as raparigas fazem na casa de banho - YouTube 10 RECEITAS BÁSICAS PARA FAZER NA QUARENTENA  Ana Maria ... 4 Coisas Kawaii de Viagem fáceis de fazer para Bonecas ... IDÉIAS CRIATIVAS PARA TODAS AS MENINAS #6  KIM ROSACUCA ...

1490 Melhores Ideias de coisas para fazer em 2020 Coisas ...

  1. AS MENINAS QUE SÓ QUERIA COMER DOCES VS A MENINA QUE SÓ ...
  2. Coisas fáceis de fazer para vender e ganhar dinheiro
  3. 10 IDEIAS FÁCEIS DE FAZER PARA BONECA BARBIE DIY ...
  4. DICAS E TRUQUES PARA ESCOLA / que você precisa saber / Kathy Castricini
  5. 5 COISAS QUE OS GAROTOS NUNCA VÃO FALAR PARA AS GAROTAS ...
  6. 8 DIY Miniatura fáceis de fazer para Barbie - Coisas para ...
  7. Coisas que as raparigas fazem na casa de banho - YouTube
  8. 10 RECEITAS BÁSICAS PARA FAZER NA QUARENTENA Ana Maria ...
  9. 4 Coisas Kawaii de Viagem fáceis de fazer para Bonecas ...
  10. IDÉIAS CRIATIVAS PARA TODAS AS MENINAS #6 KIM ROSACUCA ...

jÁ falei dos segredos e hoje estou aqui pra te falar as 5 coisas que os garotos nunca vÃo falar para as garotas, espero que gostem quer fazer parte das hi... Me siga no instagram http://www.instagram.com/brogui -----­-----­----- Menu de R... Nesse vídeo, eu vou mostrar como fazer diversas itens fáceis de fazer para as nossas Bonecas Barbies: Bolsa Brilhante, Desodorante, Rolo para pintar parede, ... 🔶 Instagram: https://instagram.com/kimrosacuca 🔶 Facebook: http://fb.com/kimrosacuca 🔶 Twitter: https://www.twitter.com/kimrosacuca 🔶 Musical.ly ... historinha de hoje esta muito legal, duas meninas que so queria comer doces a amiga que comia frutas!. parte 02 video educativo pois fala a importancia de se... Espero que gostem e subscrevam para mais vídeos!!! Nesse vídeo, eu vou mostrar como fazer 4 coisas Kawaii de viagem para as nossas Bonecas Barbies: Mala de Viagem, Almofada de Pescoço, Máscara de Dormir e uma... 10 Coisas Fáceis de fazer para boneca Barbie Diy Miniatura faça você mesmo! Roupinhas lindas de barbie você vai aprender a fazer! Costure a mão é muito diver... Chega de dividir seu chiclete com todo mundo , hoje eu vim com dicas e truques para escola que você precisa saber. VISITE NOSSA LOJA - http://kathycastricini... Aprenda Aqui - http://bit.ly/2H3vDTv - COMO FATURAR MUITO COM DOCES GOURMET Coisas fáceis de fazer para vender e ganhar dinheiro Qualquer duvida deixe nos co...